Stale Solbakken carrega uma história que transcende o esporte. O treinador que vai enfrentar o Brasil à frente da Noruega na fase de oitavas da Copa do Mundo já conviveu de perto com a morte. Em 2001, ainda como atleta do Copenhague, um colapso cardíaco o surpreendeu durante uma sessão de treinos.
Segundo o próprio Solbakken, em entrevista ao The Athletic em 2020, ele ficou morto “por sete minutos e passou cerca de 30 horas em coma após o atendimento”. Ele afirmou que o problema não foi um ataque cardíaco, mas “um pequeno defeito” congênito no coração.
O que aconteceu com o coração
Solbakken deixou claro ao The Athletic que o episódio não foi um ataque cardíaco. O problema, segundo ele, era um pequeno defeito congênito no coração, ou seja, uma falha presente desde o nascimento. O defeito foi corrigido em cirurgia.
A distinção importa: um ataque cardíaco ocorre quando o fluxo de sangue é bloqueado. Um defeito congênito é uma alteração estrutural com a qual a pessoa nasce. São condições diferentes, com causas e tratamentos distintos.
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Brasil x Noruega nas oitavas
Após a recuperação e com uma sólida trajetória como treinador construída ao longo dos anos, Solbakken ocupa hoje o banco de reservas da seleção norueguesa. É ele o responsável por elaborar a estratégia para deter o avanço do Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo.
A história do técnico adversário é, no mínimo, um lembrete de que o futebol às vezes é o menor dos desafios.
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