O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, manifestou apoio à recente decisão dos Estados Unidos de aplicar a primeira rodada de sanções econômicas contra indivíduos e empresas brasileiras acusados de lavar dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC).
A medida americana ocorre na sequência da classificação da facção como organização terrorista estrangeira por Washington, que é descrita como a maior organização criminosa transnacional do Hemisfério Ocidental.
Em pronunciamento, Tarcísio ressaltou que a facção deixou de ser um problema local e exige uma resposta global e articulada. Segundo o governador, o grupo criminoso já possui células em pelo menos 11 estados americanos, o que justifica a dura resposta de Washington. “Todo o esforço de combate a organizações como o PCC tem que ser feito. Você não pode deixar isso crescer”, afirmou.
As sanções formalizadas pelo Departamento do Tesouro dos EUA atingem diretamente a estrutura financeira da organização. Os alvos são os brasileiros Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, além de três empresas: Victory Trading Intermediação de Negócios, Cobranças e Tecnologia Ltda., Pixwave Soluções de Pagamentos Ltda. e Wave Construções Inteligentes Ltda.
Para o governador paulista, o cerco financeiro é uma etapa fundamental, já que a operação da facção depende da facilitação do fluxo de capital ilícito. “Esses caras lavam dinheiro de alguma forma. Alguém facilita essa entrada e saída. Esse ingresso de dinheiro tem que ser monitorado, a gente tem que usar inteligência para isso”, destacou Tarcísio. E acrescentou, em tom de advertência: “Quem flerta com o crime merece, precisa ser punido. Então, a sanção de pessoas ligadas ao PCC é bem-vinda”.
Tarcísio também enfatizou o caráter transnacional da organização, lembrando que o PCC atua hoje não apenas no Brasil, mas também em outros países da América do Sul, na Europa e nos Estados Unidos. O governador defendeu que todo esforço internacional para frear o grupo é necessário, alertando para o impacto direto dessas redes na escalada da violência local.
“O tráfico internacional de drogas desgraça a sociedade”, alertou o governador, estabelecendo uma conexão direta entre o crime organizado e a violência letal. “A maioria absoluta dos homicídios é cometida em função do tráfico de drogas. Então, é uma chaga que precisa ser combatida”, concluiu.
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