Mortes no Rio repercutem em jornais internacionais

The Guardian, El País e The New York Times noticiaram a megaoperação no Rio; ONU disse estar “horrorizada”

Por Redação TMC | Atualizado em
Homem está atrás de carro destruído por fogo na entrada da Favela da Penha
A favela da Penha foi um dos alvos da megaoperação realizada no Rio na terça-feira (Foto: Reuters/Aline Massuca)

A operação deflagrada pelo governo do Rio de Janeiro, na terça-feira (28/10), contra a facção Comando Vermelho, teve repercussão internacional por conta das dezenas de mortes.

Oficialmente, são 64 óbitos – incluindo quatro policiais –, mas os números finais devem passar de 100. Outros países e entidades internacionais também se manifestaram diante do alto nível de letalidade.

Leia mais: Rio amanhece com mais de 40 corpos expostos em rua após operação policial mais letal

A ONU (Organização das Nações Unidas) fez um post, no fim da noite de terça, em seu perfil na rede X (antigo Twitter), onde escreveu: “Brasil: estamos horrorizados com a operação policial em andamento nas favelas do Rio de Janeiro”.

O jornal inglês The Guardian publicou matéria com o  título: “Brasil: ao menos 64 mortos no dia mais violento do Rio de Janeiro em meio a batidas policiais”.

A seguir, a publicação escreveu: “A operação – a mais letal da história do Rio – começou de madrugada e teve intensa troca de tiros nos arredores das favelas do Alemão e Penha, onde moram cerca de 300 mil pessoas”. E complementou: “Fotos terríveis com alguns dos jovens homens mortos se espalharam pelas redes sociais”.

Tiroteios

O espanhol El País cravou em sua reportagem sobre a operação que o “Rio de Janeiro vive uma jornada de caos colossal e intensos tiroteios por uma ação policial contra o crime organizado que já é a mais letal da história da cidade brasileira”.

Le Figaro, importante jornal da França, relata em sua reportagem que há muita “contestação sobre a eficácia destas operações policiais de grande porte no Rio de Janeiro, no entanto, elas são comuns na cidade”.

New York Times chamou a ação policial de “a mais mortal da história do Rio, com quatro policiais mortos e, ao menos, 60 pessoas mortas. Foi um ataque aos ‘narcoterroristas’, disse o governador do estado”.

O periódico argentino Clarín reproduziu o post de um brasileiro e estampou em seu site: “não é Gaza, é o Rio”.

O número oficial de mortos deve aumentar nas próximas horas desta quarta-feira (29/10). Já há mais de 60 corpos entregue às autoridades pela população local.

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