Os bastidores da Copa do Mundo ganharam contornos diplomáticos de alto escalão. Segundo o jornalista Ben Jacobs, e uma movimentação incomum, a Casa Branca fez uma ligação direta para o presidente da FIFA, Gianni Infantino, para interceder por Folarin Balogun.
O esforço político deu resultado: a entidade máxima do futebol reverteu a punição do atacante dos Estados Unidos, liberando o atleta para o confronto decisivo contra a Bélgica pelas oitavas de final.
Trump celebra decisão da FIFA
Nas redes sociais, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, celebrou a suspensão do cartão atribuído ao jogador. “Obrigado à FIFA por fazer o que era certo e reverter uma grande injustiça!”, escreveu o presente, mas logo depois a publicação já não estava mais no ar.
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Thank you to FIFA for doing what was right, and reversing a great injustice! President DONALD J. TRUMP
— Commentary Donald J. Trump Truth Social Posts On X (@TrumpTruthOnX) July 5, 2026
( TS: Jul 5 2026, 1:14 PM ET ) pic.twitter.com/rHJRnc8hto
Como a FIFA justificou a anulação?
Apesar de dirigentes da FIFA terem informado inicialmente que os EUA não poderiam recorrer do cartão vermelho recebido por Balogun contra a Bósnia e Herzegovina — após uma entrada no zagueiro Tarik Muharemovic —, a entidade revogou a punição por conta própria.
A manobra jurídica se baseou no Artigo 27 do Código Disciplinar da FIFA, que estabelece critérios específicos:
Liberdade Condicional: A suspensão foi retirada, mas o atacante entra em um “período probatório”.
Risco de Reincidência: Caso Balogun cometa uma infração semelhante durante este período, a suspensão original será reativada imediatamente, além da aplicação de novas sanções
O Precedente: O mecanismo não é inédito. Cristiano Ronaldo já passou por situação similar antes de uma Copa do Mundo, quando teve duas de suas três partidas de suspensão convertidas em caráter condicional
O peso de Balogun para a seleção dos EUA
A interferência direta do governo americano nos bastidores reflete a enorme importância do camisa 20 para o esquema tático da equipe. Folarin Balogun é o titular absoluto e a principal referência ofensiva dos Estados Unidos neste Mundial, tendo iniciado todas as partidas da competição.
O artilheiro já soma três gols no torneio, balançando as redes duas vezes na goleada por 4 a 1 sobre o Paraguai e marcando também contra a Bósnia e Herzegovina, minutos antes de receber o cartão vermelho.
Embora tenha passado em branco nos confrontos contra Austrália e Turquia, sua presença em campo é considerada vital. Agora, com o atacante confirmado na equipe graças a essa reviravolta política e jurídica, os EUA chegam com força máxima para encarar a Bélgica nas oitavas de final, de olho na chance histórica de retornar às quartas de final de uma Copa do Mundo após 24 anos de jejum.




