A Seleção Brasileira foi eliminada da Copa do Mundo de 2026 neste domingo (05/07), após perder por 2 a 1 para a Noruega nas oitavas de final. Os gols noruegueses foram marcados por Erling Haaland, enquanto Neymar descontou de pênalti nos acréscimos. Para o comentarista Benjamin Back, o Benja, da TMC, a derrota escancara um problema crônico do futebol nacional e configura um “vexame”.
Segundo a análise de Benja, cair precocemente para a Noruega é inaceitável para o histórico brasileiro. “Apesar de a Noruega ter um bom time, é o terceiro escalão do futebol europeu”, cravou o comentarista. O revés amplia uma marca negativa: o Brasil não elimina uma seleção europeia em mata-matas de Copa desde 2002 — quando ganhou o penta com um 2 a 0 sobre a Alemanha — e jamais venceu a Noruega na história (três derrotas e dois empates em cinco jogos).
“Começar do zero”: a reformulação de Ancelotti
Diante de mais um fracasso diante de europeus — o sexto consecutivo desde o pentacampeonato —, Benja defende que o técnico Carlo Ancelotti tem a missão de iniciar uma renovação profunda.
Em sua avaliação, o elenco atual entregou muito pouco: “Dessa atual seleção, pouquíssimos jogadores, ou talvez até nenhum, podem ser titulares na próxima Copa”. O comentarista foi direto ao apontar os setores mais carentes e os ciclos que se encerram:
- Defesa: “Acho que o Brasil precisa renovar goleiro, precisa de lateral direito, lateral esquerdo”.
- Veteranos: Benja ressaltou que “dificilmente Marquinhos vai ter condição de ser titular, Casemiro também não”.
- Exceções: Apenas Vinícius Júnior, classificado como alguém que “fez uma baita de uma Copa do Mundo”, e “talvez o Bruno Guimarães” — que chegou a perder um pênalti na partida — foram mencionados como possíveis remanescentes.
Parados no tempo
A eliminação precoce exige uma mudança que vá além da equipe principal, precisando recomeçar “desde lá de baixo, da base”. Benja alerta para a estagnação tática e técnica do Brasil em comparação ao Velho Continente.
“Nós paramos no tempo e os europeus evoluíram”, diagnosticou. Para o comentarista, a mística da camisa amarela já não surte o mesmo efeito: “Nós não colocamos mais medo em ninguém, nós não temos mais talentos individuais que faziam tanta diferença como em 2002”.
O comentarista da TMC finalizou sua análise resumindo o sentimento que domina a atual fase da Seleção: “É triste, mas é a nossa realidade”.




