6 novelas “esquecidas” de Benedito Ruy Barbosa que quase ninguém lembra que existiram

Autor teve uma carreira brilhante ao longo de décadas, mas também assinou produções que acabaram se perdendo no tempo

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6 novelas "esquecidas" de Benedito Ruy Barbosa que o público não lembra
Reprodução redes sociais

Quando pensamos na obra de Benedito Ruy Barbosa, clássicos instantâneos como “O Rei do Gado” (1996), “Pantanal” (1990) e “Terra Nostra” (1999) logo vêm à mente. No entanto, ao longo de décadas de uma carreira brilhante, o autor também assinou produções que acabaram se perdendo no tempo.

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Recentemente, o anúncio da reprise do remake de “Paraíso” (2009) no canal Globoplay Novelas (antigo Viva) acendeu a nostalgia dos fãs. A trama do “filho do diabo” Zeca (Eriberto Leão) e da “Santinha” Maria Rita (Nathalia Dill) ficou 16 anos longe das telas e fora do catálogo de streaming.

Mas se Paraíso finalmente sairá do limbo, outras histórias do autor continuam inacessíveis. Abaixo, relembramos 6 novelas esquecidas de Benedito Ruy Barbosa que quase ninguém lembra que existiram.

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1. “Simplesmente Maria” (TV Tupi, 1970)

Se você viveu os anos 1990, provavelmente se lembra do dramalhão mexicano Simplesmente Maria exibido pelo SBT. O que poucos sabem é que, em 1970, Benedito Ruy Barbosa (em parceria com Benjamin Cattan) adaptou a mesmíssima história argentina para a TV Tupi.

A novela foi um verdadeiro fenômeno de duração, alcançando 315 capítulos. O elenco era estelar: Yoná Magalhães, Tony Ramos e Irene Ravache. Infelizmente, devido ao descaso com o acervo da emissora e a incêndios da época, a produção foi praticamente apagada da história. Hoje, restam apenas quatro capítulos preservados na Cinemateca Brasileira.

2. “Meu Pedacinho de Chão” (TV Globo/TV Cultura, 1971)

Embora o público se lembre do remake lúdico de 2014, a versão original de “Meu Pedacinho de Chão” caiu no esquecimento. Exibida simultaneamente pela Globo e pela TV Cultura no início da década de 1970, a trama inaugurou o estilo rural que virou a marca registrada de Benedito. A história de amor entre os jovens Serelepe e Pituca, em meio a disputas de terra, estabeleceu as bases para tudo o que o autor escreveria no futuro, mas suas fitas originais foram perdidas em grande parte.

3. “À Sombra dos Laranjais” (TV Globo, 1977)

Baseada na obra teatral de Viriato Correia, esta novela das seis trouxe uma carga poética e nostálgica. A trama acompanhava o retorno do advogado Pedro Lemos (Herval Rossano) à sua cidade natal após quase 30 anos, onde reencontra Madalena (Aracy Cardoso), o amor de sua juventude que passou a vida esperando por ele.

O grande destaque foi Ary Fontoura, que brilhou em dose dupla interpretando o melancólico Tomé e o palhaço Estopim. Atualmente, a novela faz parte do projeto “Fragmentos” do Globoplay, contando com apenas seis capítulos sobreviventes disponíveis para os assinantes.

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4. “Pé de Vento” (Band, 1980)

Antes de estourar na Band com a saga épica “Os Imigrantes” (1981), Benedito estreou na emissora do Morumbi com “Pé de Vento”. A história focava em Edmar (Nuno Leal Maia), um jovem mineiro que se muda para a capital paulista focado no sonho de vencer a tradicional Corrida de São Silvestre. No caminho das pistas, ele se divide entre o esporte e o amor pela enfermeira Terezinha (Bete Mendes). Infelizmente, a emissora não preservou as fitas master da novela, tornando-a uma obra perdida.

5. “Voltei pra Você” (TV Globo, 1983)

Benedito Ruy Barbosa gostava tanto de suas criações que decidiu escrever uma continuação direta para “Meu Pedacinho de Chão”. Em Voltei pra Você, acompanhamos Serelepe (agora Pedro das Antas, vivido por Paulo Castelli) e Pituca (Liliane, interpretada por Cristina Mullins) já adultos, retornando à cidade de São João del-Rei (MG) dez anos depois e redescobrindo a paixão da infância. A novela não repetiu o sucesso da antecessora e, assim como outras produções da época, teve apenas seis episódios resgatados pelo projeto “Fragmentos”.

6. “Vida Nova” (TV Globo, 1988)

Esta foi a última novela de Benedito na Globo antes de sua célebre ida para a Rede Manchete, onde revolucionaria a TV com “Pantanal”. Idealizada como uma sequência espiritual de “Os Imigrantes”, a trama se passava na São Paulo dos anos 1940, no tradicional bairro do Bixiga.

A história girava em torno de Laura (Yoná Magalhães), a “rainha do cortiço”, e seu romance com Antonio Sapateiro (Carlos Zara). Nos bastidores, a novela ficou marcada pela triste e precoce despedida do galã Lauro Corona, que precisou se afastar das gravações devido a complicações da Aids e faleceu pouco após o término da produção.

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