O mundo das artes segue prestando suas últimas homenagens ao mestre da teledramaturgia brasileira, Benedito Ruy Barbosa. Em uma declaração emocionante e exclusiva enviada ao programa Trend das 11, da rádio TMC, o consagrado ator Oscar Magrini expressou todo o seu respeito e gratidão ao autor, destacando-o como um visionário que soube retratar como ninguém as raízes profundas da identidade nacional.
“O Benedito foi um autor fantástico, um homem à frente do seu tempo”, afirmou Magrini. O ator relembrou a sensibilidade única do dramaturgo em transpor a história da imigração e do desenvolvimento do país para as telas. “Como ele mesmo dizia: a história do Brasil tá aqui. Tudo veio no vapor, tudo veio da Itália. As novelas dele, os italianos, um monte de coisa que ele fazia… era fantástico”, ressaltou, em menção aos clássicos rurais e de época que marcaram gerações.
Ao longo de sua prolífica carreira, Magrini colaborou em cinco produções assinadas por Benedito Ruy Barbosa, incluindo sucessos incontestáveis como Esperança, Cabocla, Sinhá Moça e Paraíso, além da peça teatral Socorro, minha mãe foi embora. No entanto, foi em 1996, na pele do inesquecível e polêmico Ralf de O Rei do Gado, que a parceria atingiu um patamar histórico.
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O ator revelou um detalhe dos bastidores sobre o destino inicial de seu papel na trama das oito. O crápula Ralf, que originalmente teria uma participação curta, ganhou vida longa graças à recepção do público e à entrega de Magrini na sua estreia no horário nobre.
“Eu só tenho que agradecer, porque ele me deu um personagem que só tinha 30 capítulos de vida, que foi o Ralf, no Rei do Gado, em 1996. Eu fiz tão bem, com garra, porque era minha primeira novela das oito, e esse personagem que era para morrer no 30, morreu no 135 e virou o ‘Quem matou o Ralf?’. Foi um sucesso que nem ele esperava”, detalhou com orgulho.
O mistério em torno do assassinato de seu personagem parou o Brasil na década de 1990 e consolidou definitivamente a carreira do ator na televisão brasileira. Ao finalizar sua mensagem, Magrini externalizou o profundo sentimento de perda que compartilha com toda a classe artística, deixando um último aceno repleto de afeto ao eterno “Benê”.
“Eu só tenho que agradecer ao Benedito por todas as oportunidades que ele me deu. Infelizmente… Benê, obrigado por tudo. Descansa, guerreiro. Descansa que você foi uma pessoa maravilhosa e sentimos muito a tua falta. Mas obrigado, mais uma vez, por tudo”, concluiu o ator.




