Relatório recomenda demolição de arquibancada de estádio do Corinthians

Localizada no Parque São Jorge, a Fazendinha recebe partidas de futebol de base e feminino do Corinthians

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Desde maio de 2025, o Corinthians não vem podendo sediar jogos no período noturno na Fazendinha, estádio destinado para partidas de futebol feminino e de base
(Foto: Rodrigo Gazzanel/Agência Corinthians)

Entre os dias 15 e 18 de junho, o Corinthians recebeu uma vistoria e o parecer positivo da Federação Paulista de Futebol (FPF) para o Estádio Alfredo Schurig, a Fazendinha, receber partidas das categorias de base e do feminino. O palco, porém, foi aprovado com algumas ressalvas. Dentre elas, a recomendação da demolição do setor Oeste.

A informação foi inicialmente publicada pelo Meu Timão e confirmada pela TMC, que teve acesso ao documento assinado pelo engenheiro civil Osmar Meireles dos Santos e foi protocolado no site da FPF. Nele, a parte de Engenharia Civil, Engenharia Elétrica, Acessibilidade e Conforto são aprovados com restrição.

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A Fazendinha conta com quatro setores. O Oeste está interditado desde 2018, quando a FPF e a Polícia Militar de São Paulo concluíram que não havia condição de segura para o espaço receber público. A área atualmente sedia o departamento de remo e um posto da Polícia Militar.

(Foto: Reprodução)

O engenheiro destacou uma série de problemas da estrutura do setor Oeste, com anomalias consideradas críticas nos pilares, nas vigas, nos consoles e nas arquibancadas – veja imagens e as anomalias abaixo. Nos quatro casos, o engenheiro orientou “demolição total da estrutura”.

Risco de danos contra a saúde e segurança das pessoas e do meio ambiente; perda excessiva de desempenho e funcionalidade causando possíveis paralisações; aumento excessivo decusto de manutenção e recuperação; comprometimento sensível de vida útil. Sugestão de não utilização da estrutura para qualquer finalidade, orientação de demolição do total da estrutura“, escreveu o engenheiro.

São apontadas diversas trincas e fissuras na estrutura, além de deformações, carbonatações e até presença de fungos.

Mais detalhes sobre o relatório da Fazendinha contratado pelo Corinthians

Todos os demais setores da Fazendinha foram aprovados sem restrições, o que revelou a capacidade total de 9,5 mil pessoas e 9 mil com presença de seguranças. Cabem 4.200 pessoas no setor Norte, 3.500 no Sul e 1.800 na Leste.

De modo geral, os setores não apresentaram problemas estruturais relevantes.

Outro ponto que gera apreensão são as instalações elétricas, especialmente após o Corinthians ter ficado de maio de 2025 a março de 2026 sem poder receber partidas noturnas por falta de iluminação. O engenheiro apontou a necessidade de:

  • Modernização de alguns quadros elétricos;
  • Substituição de componentes;
  • Inclusão de diagramas de identificação;
  • Recuperação ou eventual troca de postes de iluminação que apresentam ferragens expostas e carbonação do concreto.

Em relação a Acessibilidade e Conforto, foram feitos alguns apontamentos, porém o estádio foi liberado.

Quanto o Corinthians pagou por este relatório?

Para realizar o relatório, que tem validade até 16 de junho de 2027, o Corinthians pagou R$ 6 mil ao engenheiro.

Ao fim deste prazo, o Corinthians terá que fazer uma nova inspeção para ver a situação da Fazendinha.

Veja imagens das anomalias dos pilares do setor Oeste da Fazendinha

(Foto: Reprodução)

Anomalias apontadas:

  • Armaduras expostas;
  • Baixo cobrimento da armadura;
  • Corrossão da armadura;
  • Trincas ou fissuras formadas por infiltração;
  • Trincas formadas por processos de movimentação estrutural;
  • Trincas que se estendem e atingem as estruturas;
  • Trincas e fissuras repetidas nos elementos estruturais de forma generalizada;
  • Deterioração das características físico químicas do concreto (estalactites, corrosão, depósito de fuligens, formação de bolor/fungos);
  • Carbonatação;
  • Avaria nas juntas de movimentação estrutural e elementos vedantes;
  • Avarias nos aparelhos de apoio;
  • Deformação diferencial;
  • Trincas.

Veja imagens das anomalias das vigas do setor Oeste da Fazendinha

(Foto: Reprodução)

Anomalias apontadas:

  • Armaduras expostas;
  • Baixo cobrimento da armadura;
  • Corrosão da armadura;
  • Trincas ou fissuras formadas por infiltração;
  • Trincas formadas por processos de movimentação estrutural;
  • Trincas que se estendem e atingem as estruturas;
  • Trincas e fissuras repetidas nos elementos estruturais de forma generalizada;
  • Deterioração das características físico químicas do concreto (estalactites, corrosão, depósito de fuligens, formação de bolor/fungos);
  • Carbonatação;
  • Avaria nas juntas de movimentação estrutural e elementos vedantes;
  • Avarias nos aparelhos de apoio;
  • Deformação diferencial;
  • Trincas.

Veja imagens das anomalias dos consoles do setor Oeste da Fazendinha

(Foto: Reprodução)

Anomalias apontadas:

  • Armaduras expostas;
  • Baixo cobrimento da armadura;
  • Corrosão da armadura;
  • Trincas ou fissuras formadas por infiltração;
  • Trincas formadas por processos de movimentação estrutural;
  • Trincas que se estendem e atingem as estruturas;
  • Trincas e fissuras repetidas nos elementos estruturais de forma generalizada;
  • Deterioração das características físico químicas do concreto (estalactites, corrosão, depósito de fuligens, formação de bolor/fungos);
  • Carbonatação;
  • Avaria nas juntas de movimentação estrutural e elementos vedantes;
  • Avarias nos aparelhos de apoio;
  • Deformação diferencial;
  • Trincas.

Veja imagens das anomalias das arquibancadas do setor Oeste da Fazendinha

(Foto: Reprodução)

Anomalias apontadas:

  • Armaduras expostas;
  • Baixo cobrimento da armadura;
  • Corrosão da armadura;
  • Trincas ou fissuras formadas por infiltração;
  • Trincas formadas por processos de movimentação estrutural;
  • Trincas que se estendem e atingem as estruturas;
  • Trincas e fissuras repetidas nos elementos estruturais de forma generalizada;
  • Deterioração das características físico químicas do concreto (estalactites,
  • corrosão, depósito de fuligens, formação de bolor/fungos);
  • Carbonatação;
  • Avaria nas juntas de movimentação estrutural e elementos vedantes;
  • Avarias nos aparelhos de apoio;
  • Deformação diferencial;
  • Trincas;
  • Deformações excessivas.
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