Os criminosos alvos de uma ação da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática utilizavam nomes de advogados, servidores públicos e representantes de órgãos governamentais para aplicar golpes contra servidores do Tribunal de Contas do Estado do Rio. Segundo as investigações, eles convenciam as vítimas, por meio de ligações e mensagens on-line, de que elas tinham valores elevados a receber por meio de supostos créditos judiciais, gratificações ou benefícios financeiros.
A primeira fase da “Operação Acerto de Contas” aconteceu nesta quarta-feira (08/07). Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em São Paulo contra integrantes do grupo. Três alvos foram conduzidos para uma delegacia para prestar depoimentos. Os agentes apreenderam celulares e computadores que vão ser utilizados para aprofundar as apurações.
De acordo com a Polícia Civil, após conquistar a confiança das vítimas, os criminosos as direcionavam para outros membros da organização, que alegavam ser responsáveis pelos cálculos e pela liberação dos valores obtidos. Eles exigiam pagamentos antecipados, via pix, sob a justificativa de custas processuais. Novas cobranças ainda eram feitas com diferentes justificativas, ampliando os prejuízos.
A reportagem da TMC aguarda um posicionamento do TCE e da OAB-RJ.




