Nesta quinta-feira (09/07), Kylian Mbappé entrará novamente em campo pela Copa do Mundo 2026 e, com ele, o meme “ditador”. Certamente você já viu alguma montagem do camisa 10 da França com uniforme militar. A brincadeira ultrapassou as redes sociais e se espalhou nos jogos do Mundial.
Na primeira rodada, contra Senegal, a imagem de Mbappé “ditador” foi exposta nas arquibancadas de Nova Iorque/Nova Jersey (EUA). No duelo com o Paraguai, Mbappé “ditador” estampou a camiseta de um torcedor na Filadélfia (EUA). Ainda nesse jogo, o jogador retrucou as provocações dos adversários sul-americanos e, depois, confrontou a senadora Celeste Amarilla, que disparou ofensas racistas ao francês.
Mas como Mbappé virou “ditador”? Além de capitanear a seleção e se posicionar politicamente contra a extrema-direita, o camisa 10 passou a ter sua imagem associada a liderança e tomada de decisões que lhe favoreciam.
O meme germinou em 2022, quando Mbappé atuava no PSG ao lado dos astros Lionel Messi e Neymar Jr. e fazia questão de priorizar os seus interesses para renovar com o clube parisiense. Nas redes sociais, torcedores criaram a imagem de um jogador com o poder de aprovar contratações, demitir técnicos e mandar na comissão técnica e na diretoria.
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Em 2024, o atacante processou o influenciador francês Mohamed Henni, que havia lançado um sanduíche com “pão redondo como a cabeça de Mbappé”. Henni reagiu publicamente dizendo que o craque estava “transformando seu nome em uma ditadura”. Foi o estopim para as primeiras montagens de Mbappé com trajes militares.
Na Copa do Mundo 2026, Mbappé passou a ser notado não apenas pelos gols, mas também pelo comportamento de liderança, interpretado por alguns torcedores como “autoritário”, como quando orientou funcionários do Estádio na Filadélfia sobre a limpeza do gramado após a tempestade, ou quando ordenou que o árbitro entregasse sua braçadeira de capitão a Tchouaméni ao ser substituído.
O próprio elenco da seleção francesa adotou a piada nos bastidores. Em vídeo, o atacante Dembélé foi flagrado chamando o camisa 10 de “Mobutu”, em referência ao ex-ditador da República Democrática do Congo.
Mbappé sabe que é “ditador” para o público que o acompanha na Copa e está determinado a usar esta liderança nas quartas de final contra Marrocos para levar a França à terceira final consecutiva de Mundial, feito que apenas Alemanha (em 1982, 1986 e 1990) e Brasil (em 1994, 1998 e 2002) alcançaram.




