O que se sabe sobre a enfermeira que tentou roubar bebê no PI

Auricélia Rocha, funcionária da Maternidade Dona Evangelina Rosa, foi presa preventivamente após ser flagrada tentando levar recém-nascida em uma bolsa.

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O que se sabe sobre a enfermeira que tentou roubar bebê no PI
Divulgação/Tribunal de Contas do Estado do Piauí

O caso envolvendo a técnica de enfermagem Auricélia Rocha, de 29 anos, chocou o Piauí e segue sob investigação da Polícia Civil. Ela é acusada de tentar raptar uma recém-nascida de dentro da Maternidade Dona Evangelina Rosa, localizada em Teresina, no domingo (12/07).

Abaixo, veja os principais pontos esclarecidos pelas investigações e os detalhes da ação que foi interrompida pela família da criança.

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O flagrante e a ação rápida da tia

O crime ocorreu em uma tarde em que Auricélia estava de folga. Imagens de câmeras de segurança do hospital registraram a profissional transitando pelos corredores com a bebê. Segundo relatos da família, a técnica abordou a mãe da recém-nascida, uma adolescente de 14 anos vinda de Castelo do Piauí, e alegou que precisava levar a criança para a realização de exames de rotina, como o teste do pezinho.

A desconfiança de Daniela Beatriz, tia da recém-nascida, foi crucial. Ela estranhou quando viu Auricélia entrar em um banheiro carregando uma bolsa preta de grande porte, logo após deixar a sala de exames sem o bebê. Ao segui-la, a tia percebeu que a técnica havia trocado de roupa rapidamente dentro do banheiro.

Leia mais: Acusada de tentar roubar recém-nascido de hospital, técnica de enfermagem é presa no DF

Daniela interceptou a funcionária no corredor e puxou a bolsa. Ao abri-la, encontrou a sobrinha escondida em seu interior. A tia resgatou a criança e gritou por socorro imediatamente, frustrando o plano da suspeita.

Quarto de bebê preparado em casa

Durante as buscas na residência de Auricélia, a equipe policial encontrou um cenário que chamou a atenção: um quarto completamente decorado e equipado para receber um bebê, contendo berço, banheira, roupas e fraldas.

De acordo com o delegado Hugo Alcântara, familiares da técnica de enfermagem acreditavam que ela estava grávida, embora nunca tivessem visto exames que comprovassem a gestação. A suspeita é de que o rapto serviria para sustentar a falsa gravidez perante a família.

Prisão e estado de saúde mental

Por não ter sido detida no exato momento do crime, a prisão em flagrante não pôde ser efetuada. Contudo, diante da gravidade da situação, a Justiça emitiu um mandado de prisão preventiva. Logo após a repercussão do caso, a família de Auricélia a internou em uma clínica psiquiátrica. Os policiais aguardaram que ela recebesse alta médica para cumprir a ordem de prisão.

Em depoimento oficial, a técnica optou pelo direito de permanecer em silêncio. A defesa de Auricélia sustenta que ela foi diagnosticada com sintomas de esquizofrenia e faz uso contínuo de medicamentos psiquiátricos, o que afetaria sua capacidade de compreender a gravidade de suas ações.

Por outro lado, a Polícia Civil descarta, inicialmente, a tese de inimputabilidade por insanidade mental que possa livrá-la da responsabilidade penal, apontando que ela agiu de forma consciente e planejada. As investigações também apontam que a técnica agiu inteiramente sozinha.

Posicionamento do hospital

A Maternidade Dona Evangelina Rosa informou que Auricélia Rocha fazia parte do quadro de funcionários há pouco mais de dois anos. A diretoria administrativa da instituição lamentou profundamente o episódio, mas ressaltou que os sistemas internos de segurança, que incluem reconhecimento facial, sensores de presença e trancas eletrônicas por senha, funcionam corretamente e que a ação foi um desvio de conduta individual de uma funcionária que possuía livre acesso às dependências por causa de seu vínculo profissional.

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