Negligência médica é apurada após mortes de mãe e recém-nascido na Baixada

Família relata falhas durante parto e pós-parto em hospital estadual

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(Foto: Reprodução)

A Polícia Civil investiga a morte de uma jovem de 20 anos e do filho recém-nascido após atendimento no Hospital Estadual da Mãe, em Mesquita, na Baixada Fluminense. A família acusa a unidade de negligência médica durante o parto.

Taíssa da Silva Neres, de 20 anos, deu entrada no hospital na manhã do dia 25 de junho, logo após a bolsa romper. A família afirma que ela permaneceu por cerca de onze horas em trabalho de parto, mesmo relatando dores intensas.

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Ainda de acordo com o documento, o parto foi realizado por uma enfermeira obstetra, sem a presença de médico obstetra ou pediatra no momento do nascimento. Familiares da jovem afirmam, que na ocasião, a mulher estava sem uniforme, e usava uma blusa do Brasil.

Horas depois do parto, o bebê, Davi Luiz Neres Lima Araujo, apresentou dificuldade para respirar. Os pais dizem que procuraram ajuda da equipe de enfermagem diversas vezes durante a madrugada, mas receberam a orientação de que o choro era normal. Na manhã seguinte, a criança foi levada para a UTI, mas morreu no dia 26 de junho. A certidão de óbito aponta como causa da morte choque séptico, insuficiência respiratória aguda e sepse neonatal.

“Ela ficou o dia inteiro sentindo muita dor. O bebê nasceu e, durante a madrugada, eles pediram ajuda várias vezes porque ele não parava de chorar. Diziam que era normal. No dia seguinte, levaram o bebê para a UTI e, depois, chamaram a família apenas para reconhecer o corpo.”

Três dias após receber alta, Taíssa voltou ao Hospital da Mãe reclamando de fortes dores, barriga inchada e secreção. Segundo a família, exames identificaram restos de placenta no útero e ela foi transferida para o Hospital Estadual da Mãe Heloneida Studart, em São João de Meriti.

Ela permaneceu internada por cerca de dez dias. Durante esse período, apresentou um quadro infeccioso grave e aguardava uma cirurgia quando morreu, na madrugada de 10 de julho.

Os documentos obtidos pela reportagem mostram divergência entre os registros médicos. Enquanto a declaração de óbito emitida pelo hospital aponta choque hipovolêmico, hemorragia digestiva e infecção puerperal, a família afirma que o laudo do Instituto Médico-Legal não confirmou hemorragia, informação que também foi incluída no registro de ocorrência.

“A gente aceita uma fatalidade, mas não aceita descaso. Primeiro perdemos o bebê. Depois ela voltou para o hospital, descobriram que tinha restos de placenta e ela acabou morrendo também. O que a família quer agora é que tudo isso seja investigado para que não aconteça com outras pessoas.”

O bebê, Davi Luiz Neres Lima Araujo, apresentou dificuldade para respirar. Os pais procuraram ajuda da equipe de enfermagem, mas receberam a orientação de que o choro era normal. A criança morreu no dia 26 de junho.

Três dias depois da alta, Taíssa voltou ao Hospital da Mãe. Exames constataram restos de placenta no útero. Ela foi transferida para o Hospital Estadual da Mulher, em São João de Meriti, mas morreu enquanto aguardava cirurgia.

Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde informou que o corpo de Taíssa foi encaminhado ao IML para esclarecer a causa da morte. A pasta disse ainda que vai abrir uma apuração interna para analisar o atendimento prestado e afirmou que o bebê morreu apesar das medidas terapêuticas adotadas. As direções dos dois hospitais lamentaram as mortes e informaram que estão à disposição da família.

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