O sonho do hexacampeonato mundial da Seleção Brasileira chegou ao fim após a derrota para a Noruega, no entanto, a marca Brasil ainda demonstra sua força no mundo digital superando outras grandes seleções.
De acordo com levantamento da Winnin, plataforma de inteligência cultural movida por IA, cerca de 20,1% de todos os vídeos publicados sobre a Copa do Mundo são destinados à Seleção Brasileira. Ou seja, 1 em cada 5 vídeos colocam o Brasil em evidência. O levantamento contempla os conteúdos publicados, interações e visualizações no mundo todo via Instagram, TikTok, YouTube, Facebook e Twitch, de 11 a 29 de junho.
No quadro geral, a vantagem brasileira é grande. O país soma 1,7 bilhão de engajamento em comparação às demais seleções. Logo abaixo do Brasil aparecem Argentina, Portugal e México, com 1,4 bilhão, 926,3 milhões e 518,3 milhões, respectivamente.
“A reestruturação em campo não diminuiu em nada o tamanho da marca Brasil. Trata-se do poder de uma das instituições mais valiosas do esporte global. Mesmo em um momento de transição, o magnetismo da Seleção Brasileira no ambiente digital é incomparável. O Brasil não é apenas um competidor, é um motor de engajamento de escala mundial que dita o ritmo das conversas nas redes e redefine o protagonismo digital na era moderna do entretenimento esportivo”, garante Alexandre Frota, CEO da FutPro Expo, evento anual que reúne os principais gestores do futebol nacional.
Para o especialista em marketing esportivo, Rene Salviano, CEO da agência Heatmap, esse fenômeno mostra que o “Brand Equity” (o valor de marca) da Seleção transcende os resultados dentro de campo.
“O Brasil construiu uma narrativa histórica no futebol, sendo o único pentacampeão mundial, algo que o algoritmo das redes sociais privilegia, impulsionado por engajamento emocional, plasticidade e alcance multicultural. Quando a Seleção joga, ela não gera apenas torcida, gera conversação global. Para os patrocinadores, isso prova que investir na marca CBF é ter a garantia de atenção máxima e relevância cultural, um porto seguro mesmo em períodos de entressafra técnica dentro de campo”, analisa Renê Salviano, CEO da Heatmap, agência de marketing esportivo.
Desses números envolvendo a “Amarelinha”, mais da metade (57,5%) do engajamento vem do território nacional, enquanto 42,5% são de fora do país.
Antes do início da Copa do Mundo, a expectativa sobre a Seleção Brasileira já era grande. Nesse período, o perfil da CBF (@brasil) no Instagram alcançou engajamento público de 7.082,47%, ficando mais uma vez no topo da lista em pesquisa realizada pela mLabs. A nível de comparação, a segunda colocada, Nova Zelândia, possuía 27,06%, aproximadamente 261 vezes menos engajamento do que os brasileiros.




