- Jorge Takla pediu demissão da direção artística do Theatro Municipal de SP em 13/07
- Takla havia sido designado para o cargo há cerca de um mês, após o Instituto Baccarelli assumir a gestão
- Motivos pessoais relacionados a questões familiares foram citados na nota oficial do Instituto Baccarelli
Jorge Takla apresentou sua renúncia ao posto de diretor artístico do Theatro Municipal de São Paulo nesta segunda-feira (13/07). Ele havia assumido a função há aproximadamente um mês, pouco depois de o Instituto Baccarelli passar a administrar o teatro.
Segundo nota do Instituto Baccarelli, “Jorge Takla deixou o cargo de diretor artístico da instituição por motivos pessoais relacionados a questões familiares”. A instituição afirmou que lamenta a saída e expressou votos de sucesso ao diretor, garantindo que “o palco do Theatro Municipal continuará a ser sua casa”.
A chegada do Instituto Baccarelli
O Instituto Baccarelli tomou as rédeas do Theatro Municipal de São Paulo em 01/06, depois de ser selecionado em processo de chamamento público conduzido pela Prefeitura de São Paulo. A organização substituiu a OS Sustenidos, administração anterior que acumulou desentendimentos com o poder municipal.
A programação de óperas herdada da gestão anterior também gerou controvérsias, com críticas às leituras contemporâneas e às pautas identitárias adotadas nas encenações. Ao tomar posse, o Instituto Baccarelli garantiu que manteria a temporada e os títulos já divulgados, sinalizando, porém, a intenção de priorizar montagens mais fiéis às concepções originais das obras.
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Takla construiu carreira internacional nas áreas de ópera, teatro musical e dramaturgia, com espetáculos apresentados em palcos e festivais espalhados pela Europa, pelos Estados Unidos e pela América Latina. Em território nacional, sua trajetória inclui passagens pelo próprio Theatro Municipal de São Paulo, pelo Theatro São Pedro, pelo Theatro Municipal do Rio de Janeiro, pelo Palácio das Artes e pelo Festival Amazonas de Ópera.
Em (13/06), antes de pedir demissão, Takla publicou um post no Facebook com reflexões sobre sua visão artística. “Um teatro, qualquer teatro, é uma arena política. Toda a expressão artística é um posicionamento. Um posicionamento político”, escreveu. Ele também afirmou que “o artista é progressista por definição, por missão. Senão ele não é um artista” e descreveu sua missão como “tentar harmonizar para podermos produzir, criar, ajudar os criadores e atender todos os tipos de plateia, entendê-la”.




