Gunther Steiner, ex-chefe da Haas, tem uma opinião clara sobre o futuro de Max Verstappen: a janela para o holandês de 28 anos chegar à Mercedes se fechou de vez. E, segundo Steiner, o próprio Verstappen sabe disso.
“Tenho certeza de que ele se arrepende”, afirmou Steiner durante o podcast The Red Flags. O ex-dirigente explicou que, quando as negociações com a Mercedes aconteceram, o foco da equipe alemã estava em George Russell. Verstappen, naquele momento, não tinha clareza sobre o que queria. “Acho que Max simplesmente não tinha certeza do que aconteceria no futuro. E então a situação saiu do controle dele”, disse Steiner.
Steiner reconhece que havia uma abertura real. “Acho que a oportunidade teria surgido naquele momento, e não sei se ele poderia ter rescindido o contrato naquele ano”, comentou. Mas o piloto optou por outro caminho.
Segundo Steiner, Verstappen foi convencido a permanecer na Red Bull e apostou nas novas regulamentações da Fórmula 1. “Ele foi convencido a ficar onde estava e esperou até que as novas regulamentações entrassem em vigor, e agora obviamente parece que é tarde demais”, concluiu o ex-chefe da Haas.
Leia mais: Jovem brasileiro se destaca em torneio “celeiro” da Fórmula 1
Problemas na pista e porta fechada
O contexto de frustração de Verstappen na Red Bull ganhou força após uma sequência de problemas mecânicos. No GP da Áustria, o piloto enfrentou uma falha similar à que ocorreu em Silverstone, onde uma falha na asa traseira causou sua saída de pista na curva Stowe, durante o GP da Grã-Bretanha.
Do lado da Mercedes, Toto Wolff foi quem respondeu. O chefe da equipe sinalizou a intenção de preservar o atual alinhamento de pilotos na próxima temporada. Russell e Kimi Antonelli devem continuar juntos na Mercedes em 2027, de acordo com Wolff. Com essa dupla já consolidada, Steiner avalia que uma eventual chegada de Verstappen à equipe alemã seria tardia demais.




