A Polícia Civil investiga a denúncia de mais uma família relatando um caso de negligência no Hospital Estadual da Mãe, em Mesquita, na Baixada Fluminense, que terminou com a morte de outra jovem grávida. A família de Amanda Oliveira procurou a reportagem após a TMC revelar o caso de Taíssa da Silva Neres.
Segundo parentes, Amanda deu entrada na unidade no dia 6 de julho, com 38 semanas de gestação. De acordo com a família, ela não apresentava nenhuma intercorrência durante a gravidez e procurou atendimento depois de sentir dores na barriga. Após uma alteração na pressão arterial, os médicos decidiram fazer uma cesariana.
Os familiares contaram que a cirurgia durou menos de 15 minutos. Logo depois do nascimento do bebê, o marido foi orientado a deixar o centro cirúrgico e não pôde permanecer acompanhando Amanda, mesmo com uma lei que garante à gestante o direito a um acompanhante durante o trabalho de parto, o parto e o pós-parto imediato nas unidades do SUS.
A cunhada de Amanda, Letícia Reis, contou à reportagem que somente horas depois, quando a paciente já estava no quarto, a família foi informada de que ela havia sofrido uma hemorragia interna e precisaria passar por uma nova cirurgia.
Ainda segundo os familiares, Amanda passou por uma segunda operação, teve o útero retirado e sofreu sucessivas paradas cardiorrespiratórias. A família suspeita que a hemorragia tenha sido provocada por uma perfuração durante a cesariana, mas a causa da complicação ainda será esclarecida pelas investigações.
Os familiares registraram um boletim de ocorrência, e a reportagem também aguarda um retorno da Polícia Civil para saber como está o andamento das investigações.
Esse já é o segundo caso de morte denunciado pela reportagem envolvendo o Hospital Estadual da Mãe.
Desde a publicação da reportagem, mais de 20 mulheres procuraram a TMC para relatar situações semelhantes. A reportagem segue reunindo documentos e solicitando esclarecimentos às autoridades.




