Rio soma 16 políticos investigados em 2026 após denúncias na Baixada Fluminense

Caso de Rafael e Magrão Nobre amplia lista de investigados no estado

Por , Rio de Janeiro
(Foto: Alerj)

O Rio de Janeiro chegou ao 16º político envolvido em investigações ou alvo de operações policiais neste ano. Nesta quinta-feira (16), foram cumpridos mandados de busca e apreensão contra o deputado estadual Rafael Nobre e o vereador de São João de Meriti, Magrão Nobre, ambos do União Brasil. Os 16 casos envolvem investigações conduzidas pelo Ministério Público do Rio e pelas polícias Civil e Federal.

Segundo o MPRJ, Rafael e Magrão Nobre são investigados por comandar um esquema estruturado para direcionar contratos públicos e desviar recursos por meio de empresas controladas de forma oculta. Os dois foram denunciados pelos crimes de organização criminosa, fraude em licitação, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

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Na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), este é o sexto caso envolvendo deputados estaduais.

Antes desse, o episódio mais recente foi o do deputado Val Ceasa (PRD), alvo de mandados de busca e apreensão cumpridos pela Polícia Civil e pelo Ministério Público no mês passado. Segundo a investigação, ele, o ex-vereador Ulisses Marins (PSD) e um ex-assessor parlamentar teriam atuado para impedir a demolição de um “resort” atribuído ao traficante Peixão, em Parada de Lucas, no Complexo de Israel.

Antes disso, o deputado Thiago Rangel (Avante) foi preso pela Polícia Federal, acusado de direcionar contratações na Secretaria Estadual de Educação e fraudar licitações e possível ligação com o crime organizado.

Também foi preso o ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar (União Brasil). De acordo com a Polícia Federal, ele teria vazado informações sigilosas da Operação Zargun, realizada em setembro contra o Comando Vermelho. O avisado foi o então deputado Thiego Raimundo de Oliveira Santos, o TH Joias (MDB), apontado como articulador político da facção e também preso na operação. Bacellar já foi alvo de três mandados de prisão.

Em 2024, a deputada Lucinha (PSD) foi indiciada por suspeita de envolvimento com uma das principais milícias do estado. Segundo a investigação, ela era conhecida como “a madrinha da milícia” e atuaria como braço político da organização criminosa chefiada por Luís Antônio da Silva Braga, o Zinho.

Na Câmara Municipal de São João de Meriti, Magrão Nobre é o terceiro vereador alvo de operações desde novembro de 2025.

Ernane Aleixo (PL) foi preso durante a Operação Muro de Favores, que investigou uma rede ligada ao Terceiro Comando Puro (TCP). Segundo a Polícia Civil, ele é suspeito de oferecer apoio logístico e operacional à facção em troca de vantagens financeiras e eleitorais.

Dias antes, Marcos Henrique Matos de Aquino (Republicanos) foi preso em flagrante após ser encontrado com uma arma registrada em nome de outra pessoa e caixas de medicamentos de uso controlado.

Na mesma operação, a Polícia Civil também cumpriu mandado de busca e apreensão contra o empresário Luiz Paulo Matos de Aquino, irmão do vereador.

Outros políticos do Rio que estiveram no centro de investigações ou operações recentes são o ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado Márcio Canella, o ex-deputado estadual Marco Antônio Cabral e o ex-prefeito de Duque de Caxias Washington Reis.

Além deles, os deputados federais Sóstenes Cavalcante, Carlos Jordy e Marcelo Queiroz também foram alvos ou tiveram seus nomes envolvidos em operações policiais.

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