O Tribunal de Justiça do Rio iniciou nesta quinta-feira mais um júri popular relacionado à morte do bicheiro Fernando Iggnácio, ocorrida em 2020.
Os irmãos Pedro e Otto Emanuel D’onofre Andrade respondem por homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, emprego de meio cruel e uso de emboscada e meios que impossibilitaram a defesa da vítima. Pedro era policial militar no Rio e Otto, em São Paulo.
O delegado de Polícia Civil Moyses Santana foi o primeiro a depor nesta quinta-feira.
Ele voltou a confirmar que Pedro Emanuel fez um voo de helicóptero para reconhecimento do local três dias antes do homicídio.
Fernando Iggnacio tinha uma casa de verão na Ponta da Raposinha, em Ilha Grande, e costumava sobrevoar a rota entre a capital e a Costa Verde do estado. Ele foi morto no estacionamento de um heliponto no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio.
O delegado ainda afirmou que Pedro e Otto eram seguranças na escola de samba Mocidade Independente Padre Miguel, agremiação na qual o bicheiro Rogério de Andrade é patrono.
Rogério é tido como o mandante do crime. Ele foi preso em outubro de 2024 e cumpre pena no presídio de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.
Segundo as investigações, a morte de Iggnácio foi encomendada por causa da disputa do espólio deixado pelo maior capo do bicho, Castor de Andrade. Fernando Iggnacio era casado com a filha de Castor. Como genro, seria o herdeiro dele. Rogério Andrade era sobrinho do bicheiro e primo da viúva de Iggnacio.
Fernando Iggnacio desembarcou do helicóptero e pouco depois foi alvejado com tiros de fuzil, calibre 556, na cabeça.
Ainda segundo Moyses Santana, as armas não eram extraviadas da polícia e têm origem ilícita.




