Má-formação congênita rara: nora de Andressa Urach relata como é viver com duas vaginas

Maya Braga revelou conviver com o útero didelfo, má-formação que duplica o órgão e o canal vaginal; especialistas explicam os riscos e sintomas

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Nora de Andressa Urach relata como é viver com duas vaginas
Maya Braga via Instagram

A criadora de conteúdo Maya Braga, de 20 anos, nora da modelo Andressa Urach, pegou os internautas de surpresa ao revelar publicamente que possui “duas vaginas”. A condição descrita pela influenciadora é conhecida cientificamente como útero didelfo, uma má-formação congênita rara que altera a anatomia do sistema reprodutor feminino.

Abaixo, explicamos em detalhes como essa condição funciona, quais são os impactos na saúde e como é a rotina de quem convive com o diagnóstico.

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O que é o útero didelfo?

O útero didelfo ocorre ainda durante o desenvolvimento do feto no útero materno. Trata-se de uma falha na fusão dos ductos que deveriam se unir para formar um único útero. Como resultado:

  • Duplicidade de órgãos: a mulher nasce com dois úteros e, frequentemente, dois colos uterinos;
  • Divisão anatômica: os dois úteros funcionam como se um órgão original tivesse sido dividido ao meio. Por conta disso, cada um deles costuma ser significativamente menor do que um útero comum;
  • Subtipos da condição: a má-formação varia de caso para caso. Algumas mulheres apresentam uma duplicidade interna (apenas no útero), enquanto outras desenvolvem uma divisão completa do canal vaginal, resultando em duas vaginas distintas.

Sintomas, dor e vida sexual

A experiência com o útero didelfo é bastante individual. Muitas mulheres passam a vida inteira sem saber que possuem a condição, descobrindo-a apenas em exames de rotina ou durante a gravidez. No entanto, outras podem enfrentar desafios diários:

  • Relações sexuais: a presença de um septo vaginal (a parede que divide os canais) pode causar dor ou desconforto durante a penetração.
  • Intervenções cirúrgicas: em casos de dor persistente, algumas pacientes optam por cirurgias para remover a divisão e ampliar o canal vaginal.
  • Fluxo menstrual: é comum que a menstruação ocorra de forma independente ou simultânea nos dois canais.

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Gravidez de risco e maternidade

Embora a gestação seja perfeitamente possível, a condição exige um acompanhamento médico rigoroso. Por terem uma cavidade uterina menor do que a média, as mulheres com útero didelfo enfrentam um risco consideravelmente maior de:

  • Partos prematuros (devido ao espaço limitado para o crescimento do bebê);
  • Abortos espontâneos no primeiro ou segundo trimestre.

O relato de Maya Braga

Em suas redes sociais, a influenciadora de 20 anos compartilhou detalhes íntimos de como gerencia a condição na prática, desmistificando o assunto para os seus seguidores:

“Eu menstruo pelos dois canais, mas só realizo relações sexuais por um deles. Teoricamente, eu poderia engravidar pelos dois lados ao mesmo tempo.”

Apesar do espanto inicial que o assunto causa na internet, médicos reforçam que, com o devido acompanhamento ginecológico, é possível manter uma vida sexual ativa, saudável e realizar o sonho da maternidade de forma segura.

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