A disputa pelo terceiro lugar da Copa do Mundo de 2026, entre França e Inglaterra, neste sábado (18/07), no Hard Rock Stadium, em Miami, está longe de ser apenas um prêmio de consolação. Depois de serem eliminadas nas semifinais — a França pela Espanha e a Inglaterra pela Argentina —, as duas seleções entram em campo com objetivos esportivos, históricos e financeiros.
Para a Inglaterra, a partida representa a chance de conquistar uma medalha de bronze inédita. Os ingleses disputaram o terceiro lugar em duas oportunidades, em 1990 e 2018, mas foram derrotados nas duas ocasiões.
Já a França busca o terceiro bronze de sua história, repetindo os resultados de 1958 e 1986. Caso vença, a equipe se isolará como a segunda seleção com mais terceiros lugares em Copas do Mundo, atrás apenas da Alemanha.
O duelo também marcará o último jogo de Didier Deschamps no comando da seleção francesa. No cargo desde 2012, o treinador encerra uma passagem histórica, marcada pelo título mundial de 2018 e pelo vice-campeonato em 2022.
Além da disputa coletiva, o confronto pode ser decisivo na corrida pela Chuteira de Ouro da Copa. Kylian Mbappé chega ao jogo como um dos líderes da artilharia — com os mesmos oito gols de Messi, leva desvantagem no número de assistências (4 a 3) —, enquanto Harry Kane e Jude Bellingham, ambos com seis tentos, ainda têm chances de entrar na briga.
O atacante francês também tenta encerrar o Mundial com uma atuação de destaque após ter sido neutralizado pela Espanha na semifinal. Mbappé ainda persegue marcas históricas. Com 20 gols em Copas do Mundo, ele está a um de alcançar Messi, maior artilheiro da história do torneio.
Outro fator importante é a premiação paga pela Fifa. A entidade distribui valores diferentes para o terceiro e o quarto colocados, o que faz da vitória um reforço financeiro relevante para a federação vencedora no próximo ciclo até a Copa de 2030.




