A WTA (Women’s Tennis Association/Associação de Tênis Feminino) anunciou uma nova política de elegibilidade que proíbe atletas transgênero femininas de competir no tênis profissional.
Com vigência a partir desta terça-feira (21/07), a norma exige um teste genético obrigatório para determinar que apenas mulheres biológicas participem do torneio.
Segundo comunicado oficial da WTA, o teste genético seria aplicado uma única vez na carreira de cada tenista.
O teste detecta a presença do gene SRY, localizado no cromossomo Y (principal cromossomo responsável por determinar o sexo biológico masculino).
Segundo a determinação do WTA, “se o teste for negativo para a presença do gene SRY, a jogadora estará autorizada a competir em torneios da WTA”. Caso contrário, a atleta seria vetada da competição. Tenistas com resultado positivo passam por avaliação médica completa antes de qualquer decisão sobre elegibilidade.
A entidade afirmou, em nota, que a nova política é “baseada no sexo biológico” e que “reconhece que esta é uma questão sensível e complexa”. A WTA disse ainda estar “comprometida em tratar todas as jogadoras com dignidade e em implementar a política de forma respeitosa e ponderada”.
A política anterior
A regra que vigorava até agora foi introduzida em 2024. Ela permitia a participação de atletas trans desde que mantivessem o nível de testosterona reduzido a 2,5 nmol/L por pelo menos dois anos antes da liberação para competir.
Segundo registros da WTA, nenhuma mulher trans chegou a jogar no circuito sob essa política.
A entidade informou ainda, em comunicado, que “A política de elegibilidade feminina da WTA foi concebida para promover a igualdade de oportunidades no tênis profissional feminino e manter uma competição justa para todas as jogadoras que participam dos torneios da WTA”.
Alinhamento com o COI
A decisão se insere num movimento mais amplo no esporte de alto rendimento. Em março deste ano, o Comitê Olímpico Internacional (COI) passou a exigir testes genéticos de gênero para atletas que desejam competir nos Jogos. A exigência se estende a todas as competições sob a égide do COI, com início previsto para as Olimpíadas de Los Angeles 2028.
Com essa mudança, a WTA passa a integrar um grupo de três entidades alinhadas às diretrizes do COI sobre o tema. As federações internacionais de boxe e de atletismo foram as pioneiras na adoção dos testes genéticos.
O COI admite exceções para atletas diagnosticadas com Síndrome de Insensibilidade Total aos Andrógenos ou com condições raras de desenvolvimento sexual, contanto que essas condições não gerem vantagens anabólicas nem ganhos de desempenho vinculados à testosterona.




