O governo Trump emitiu um green card — documento de residência permanente nos Estados Unidos — para Eduardo Bolsonaro neste mês. A informação é da Folha de S.Paulo.
A medida ocorre em um momento em que o ex-deputado já havia sido sentenciado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 4 anos e 2 meses de prisão, sob a acusação de coação processual.
Com o green card em mãos, Eduardo passa a ter direito de residir, trabalhar e estudar em território norte-americano sem prazo de expiração. Na prática, sua situação se equipara à de um cidadão dos EUA em quase todos os aspectos, exceto pela impossibilidade de exercer o direito ao voto.
Segundo o jornalista Paulo Figueiredo, aliado de Eduardo, o pedido do documento havia sido feito há mais de um ano. Figueiredo afirmou que “Eduardo agora está protegido pela Constituição americana”.
A extradição de Eduardo Bolsonaro para cumprir a pena no Brasil já era considerada uma possibilidade remota. Com a concessão do green card, essa perspectiva fica ainda mais distante.
O cenário se soma a outro ponto de tensão entre Brasil e Estados Unidos. Na semana passada, o governo Trump anunciou uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.
Condenação pelo STF
A condenação imposta pelo STF a Eduardo Bolsonaro há cerca de um mês decorreu de sua suposta atuação para influenciar o curso do processo judicial movido contra seu pai, Jair Bolsonaro — este último sentenciado pela tentativa de ruptura institucional e derrubada do Estado democrático. Segundo a denúncia, a conduta de Eduardo configurou uma tentativa de pressionar os magistrados da corte.
Eduardo nega as acusações e afirma sofrer perseguição política. Ele classifica o processo como parte de um regime de exceção e descreve o tratamento que recebe como covarde e desumano.
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