Contratos do Corpo de Bombeiros vão passar por auditoria após determinação do governador em exercício do Rio, Ricardo Couto de Castro. A medida acontece depois de um convênio da corporação com o Instituto Rio Metrópole, autarquia que foi alvo de ação do Ministério Público do Estado na última semana por suspeitas de corrupção.
Segundo apuração da reportagem da TMC, o acordo previa um repasse de cerca de R$ 25 milhões do Fundo Especial do Corpo de Bombeiros, o Funesbom, ao instituto, que é responsável por coordenar o planejamento e a execução de políticas em municípios da Região Metropolitana. A Procuradoria-Geral do Estado chegou a emitir parecer contrário ao convênio.
A PGE argumentou que recursos assim só podem ser utilizados em investimentos da própria corporação, como compra de equipamentos e viaturas. O processo, que estava paralisado desde abril, foi encerrado na semana passada.
Outro ponto observado foi a proximidade entre o então presidente do IRM, Davi Perini Vermelho, e o comandante dos bombeiros, Tarciso Salles. Em 2024, David, que está preso, ganhou a Medalha Mérito Avante Bombeiro.
Em nota, o Corpo de Bombeiros informou que a proposta apresentada pelo Instituto Rio Metrópole foi submetida ao regular fluxo administrativo previsto e que o coronel Tarciso Antônio de Salles determinou o não prosseguimento da iniciativa, observando integralmente os pareceres analisados. O comunicado afirma que não houve transferência de recursos públicos do Fundo Especial do Corpo de Bombeiros.
Já a defesa de David Perini Vermelho informou que todos os contratos e convênios firmados em sua gestão como presidente do IRM, foram geridos e fiscalizados pelas respectivas diretorias demandantes.




