Luiz Carlos Barreto, um dos maiores nomes do cinema brasileiro, morreu nesta terça-feira (22/07) aos 98 anos. A morte foi confirmada por familiares ao jornal ‘O Globo’. Produtor, fotógrafo e diretor, ele dedicou mais de seis décadas ao audiovisual nacional.
Em março de 2024, Barreto sofreu uma queda durante uma viagem ao Ceará, onde receberia uma homenagem. Desde então, sua saúde ficou debilitada. A causa da morte não foi informada.
Barreto nasceu em Sobral, no Ceará, em 1928 e, aos 19 anos, transferiu-se para o Rio de Janeiro. Na capital fluminense, ingressou no jornalismo, passando pelos Diários Associados e colaborando como fotógrafo com as revistas A Cigarra e O Cruzeiro. Anteriormente, havia trabalhado na Companhia Siderúrgica Nacional (CSN).
Do fotojornalismo ao Cinema Novo
A virada veio nos anos 1960, quando Barreto se tornou peça central do Cinema Novo, movimento que sacudiu o cinema brasileiro. Ele assinou a direção de fotografia de dois marcos do período: Vidas Secas (1963), de Nelson Pereira dos Santos, e Terra em Transe (1967), de Glauber Rocha.
A L.C. Barreto Produções Cinematográficas foi fundada por ele em 1963 e viria a se tornar uma das mais relevantes produtoras do país. “Antes de se consolidar como produtor, também atuou como jornalista, fotojornalista, roteirista e diretor de fotografia.”
80 filmes e um recorde de público
Ao longo de 60 anos de trabalho, Barreto assinou mais de 80 filmes. Sua filmografia como produtor inclui títulos como Garrincha – Alegria do Povo (1963), A Hora e Vez de Augusto Matraga (1965), Brasil Ano 2000 (1969) e O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro (1969).
O pico de popularidade de sua trajetória veio com Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976), adaptação do romance de Jorge Amado que seu filho Bruno Barreto dirigiu. A produção transformou-se em um fenômeno de bilheteria no Brasil.




