As duas mulheres presas acusadas de participar de uma quadrilha responsável por comercializar remédios abortivos chegavam a auxiliar os abortos ilegais por meio de áudios em aplicativos de mensagens, inclusive com atendimento no período noturno mediante pagamento de valores adicionais.
Priscilla Fernanda Monteiro de Souza e Nayara Pereira Silva foram autuadas em flagrante na quarta-feira (22/07) em ação da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher de Nova Iguaçu, que cumpria mandados de busca e apreensão.
Nos áudios descobertos pela Polícia Civil, elas orientavam as compradoras a utilizarem quantidades exorbitantes de remédios. Nas conversas, as mulheres também chegavam a compartilhar fotos de fetos para mostrar os efeitos dos produtos.
Uma delas chegou a postar uma imagem de um feto de quase 6 meses, em tom de deboche e comemoração após o aborto.
A apuração em conjunto com o promotor Bruno Ganglione apura a venda ilícita de medicamentos abortivos, lavagem de dinheiro e associação criminosa e recebeu a denúncia de uma mulher que possuía interesse em adquirir os medicamentos, mas se sentiu lesada.
Na ação, também foram apreendidos medicamentos, celulares e máquina de cartão pertencentes às suspeitas. A reportagem da TMC tenta contato com as defesas das citadas.
Nas investigações, os policiais também descobriram tabelas de preços dos medicamentos, que variavam de acordo com o estágio da gestação e iam de R$ 570 a R$ 2.120.
*Sob supervisão de Gustavo Sleman




