Para o Cenipa, Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, as tripulações que estavam na aeronave da VoePass ignoraram os alertas dados pelo sistema operacional quanto ao gelo nas asas do avião. Diversos voos anteriores ao acidente apresentaram riscos.
O relatório apontou que na noite anterior ao acidente, o avião voou de Guarulhos para Ribeiro Preto com uma tripulação diferente daquela que foi vítima do acidente. O sistema operacional apontou que havia gelo nas asas e fez pelo menos três alertas ao comandante. Ele teve de reiniciar o sistema com o avião no ar. A tripulação não relatou a falha no diário de bordo da aeronave, impossibilitando que técnicos averiguassem a falha.
Na manhã do acidente, a aeronave voltou para Guarulhos e também houve detecção de gelo nas asas e falha no sistema de degelo. A tripulação que estava a bordo era outra e também não comunicou o ocorrido.
O último voo antes da queda foi de Guarulhos para Cascavel, interior do Paraná. De acordo com a investigação, houve falha no sistema mais uma vez. O Cenipa concluiu que foram feitos 16 alertas antes do avião cair, todos ignorados pela tripulação e não relatados no diário de bordo.
O acidente ocorreu em 9 de agosto de 2024. Sessenta e duas pessoas morreram, sendo 58 passageiros e quatro tripulantes. A aeronave caiu em parafuso num bairro residencial em Vinhedo.
De acordo com o Cenipa, 30% dos últimos 1.206 voos do avião que caiu apresentaram problemas. Os voos também foram feitos em condições ruins.
Familiares das vítimas
Antes de o relatório ser apresentado à imprensa, a FAB conversou com os familiares das vítimas do acidente de forma reservada. As explicações foram dadas primeiro a eles por questão de respeito, segundo a Força Aérea.
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