O relatório final do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) sobre a queda do avião da Voepass em Vinhedo apontou falhas no gerenciamento de riscos por parte da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Segundo a comissão de investigação, a falta de decisões estratégicas de controle por parte do órgão regulador permitiu a continuidade das operações da empresa mesmo diante da degradação dos padrões de segurança.
A análise técnica do órgão militar identificou que condições latentes já conhecidas pela fiscalização não foram incorporadas aos processos formais de gestão de risco da agência. Os investigadores apontaram que os mecanismos de monitoramento, tratamento e gestão de dados da Anac ainda estavam em fase de amadurecimento durante o período que antecedeu o acidente.
“A ausência de suporte adequado às decisões de mitigação e controle de riscos permitiu que a empresa mantivesse suas operações mesmo diante da degradação dos níveis de segurança”, destacou o tenente-coronel Paulo Mendes Fróes durante a apresentação dos dados em Brasília nesta quinta-feira (23/07).
Falhas identificadas pela comissão de investigação
O levantamento da comissão de investigação do Cenipa resumiu quatro pontos centrais sobre a atuação da agência reguladora:
- Desaproveitamento de alertas: Condições latentes identificadas em fiscalizações anteriores não foram devidamente aproveitadas no processo de gerenciamento de risco da agência;
- Falta de suporte estratégico: Ausência de suporte adequado às decisões estratégicas de mitigação e controle de riscos no ambiente operacional fiscalizado;
- Sistemas em amadurecimento: Meios de tratamento, monitoramento e gerenciamento de informações sobre as falhas da operadora ainda estavam em fase de estruturação;
- Manutenção das operações: A combinação desses fatores possibilitou que a companhia mantivesse a frota em serviço mesmo com a queda dos índices de segurança.
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