IA torna empresas mais resilientes, diz presidente do Banco Central

Gabriel Galípolo avaliou tendências estruturais da tecnologia durante o evento Expert XP, em São Paulo, nesta sexta-feira (24/07)

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Gabriel Galípolo, presidente do BC, fala ao microfone
(Foto: Adriano Machado/Reuters)

O presidente do Banco Central do Brasil (BC), Gabriel Galípolo, declarou nesta sexta-feira (24/07) que a inteligência artificial contribui para aumentar a resiliência de empresas a lidar com a volatilidade de preços internacionais.

De acordo com Galípolo, a tecnologia viabiliza que as empresas reajam com maior agilidade a variações de custos, processos e decisões num cenário global marcado por volatilidade.

Essa flexibilidade de resposta é, para ele, um dos principais benefícios da IA no momento atual, sobretudo diante de oscilações em preços internacionais e nos Treasuries (títulos do governo americano, referência global de juros)

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“A IA tem contribuído para elevar a resiliência das empresas e da economia ao lidar com preços internacionais e Treasuries, ao permitir ajustes mais rápidos de custos, processos e decisões em um ambiente global mais volátil”, disse Galípolo no evento Expert XP, realizado em São Paulo e acompanhado pela TMC.

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Produtividade: o debate ainda não tem resposta

Galípolo, porém, fez uma ressalva relevante. O avanço da IA não resulta, de maneira uniforme, em aumento de produtividade.

Para o presidente do BC, os ganhos dependem do ritmo de investimento em tecnologia e da velocidade com que novas ferramentas se difundem pela economia. Sem esses dois fatores, os benefícios ficam concentrados em poucos setores.

Galípolo também chamou atenção para o fato de que pressões vindas de preços externos dificilmente são absorvidas por completo no curto prazo. Ou seja: mesmo com o auxílio da IA nas tomadas de decisão, choques originados fora do país ainda demandam tempo para ser assimilados.

O chefe do Banco Central também comentou sobre o mercado de trabalho. Segundo ele, há sinais de reorganização: trabalhadores já conseguem realizar tarefas em menos tempo graças à tecnologia.

Galípolo acrescentou outra ressalva: a redução no tempo de execução de tarefas não implica, por si mesma, crescimento no volume de entregas realizadas. Em outras palavras, trabalhar mais rápido não equivale necessariamente a trabalhar mais, e as consequências disso sobre emprego e renda ainda carecem de clareza.

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