Nesta semana, o lateral-direito Gabriel Caipira recebeu a notícia que seu contrato de empréstimo com o Betim vai chegar ao fim devido à eliminação na Série D. A TMC entrevistou o ex-capitão do Sub-20, que relembrou sua ida à quarta divisão, além de avaliar a passagem de forma positiva.
“No fim do ano, tive uma lesão que não consegui jogar a Copinha. Fiquei mais ou menos dois meses e meio parado, que seria na subida da base para o profissional. Nisso chegou outro lateral para o profissional e eu fiquei sem espaço, ainda mais voltando de lesão. De última hora, chegou o Betim para eu ser emprestado. Como estava sem jogar desde outubro, foi uma boa para eu poder dar esse salto da base para o profissional. O intuito era esse: jogar no profissional, porque no Corinthians seria mais difícil”, disse Gabriel Caipira.
“Fechei empréstimo até o final da Série D. Joguei a estreia da Copa do Brasil contra o Operário, que também foi minha estreia, e aí começou o Brasileiro. Ali comecei a ser titular. De 13 jogos, fui titular em 11. Consegui minutar bem, fiz 90 minutos em vários jogos, consegui fazer gol, dar assistências… Foi muito importante para mim ter essa experiência profissional, que é bem diferente do Sub-20”, complementou.
O Betim avançou em segundo no seu grupo na Série D, com 15 pontos, três a menos que o líder Uberlândia. Caipira foi titular em nove dos dez jogos na primeira fase. Depois, participou da classificação perante o Vitória, do Espírito Santo, na segunda fase. Porém, acabou sendo eliminado para o CSA na terceira fase pelo agregado de 4 a 1.
Além de avaliar de forma positiva a passagem, Caipira analisou a forma como o técnico Leandro Zago o escalava, como ala. “O Zago gostava de jogar com linha de cinco (defensores). Como eram três zagueiros, eu ficava mais de ala. Gosto de jogar nessa posição, até porque tem um suporte a mais para eu subir. Não tinha jogado muito na base, porque não tinha pegado treinadores que jogavam assim. Gostei bastante. E nossa principal jogada ofensiva era pela direita”, destacou.
Com a eliminação, o Betim vai disputar apenas um torneio Sub-23 em âmbito estadual, com jogadores que não tiveram espaço na Série D e para se preparar para o Mineiro de 2027. Como o empréstimo de Caipira era vinculado ao Brasileiro, Caipira agora vai retornar ao Corinthians.
Diferenças do Corinthians para a Série D
Natural de Salesópolis, Caipira está no Corinthians desde os nove anos. O Betim, portanto, foi sua primeira experiência fora do Parque São Jorge. Questionado sobre essa aventura fora da zona leste de São Paulo, o lateral-direito avaliou de forma positiva.
“(Senti diferença) principalmente questão de CT. O CT do Betim ainda não está pronto, então o treino às vezes tinha que ser no estádio, às vezes tinha que se locomover para outros campos. Isso às vezes dificultava. Em questão de DM e material para treinar, o Corinthians tem em sobra, e lá faltavam algumas coisas”, contou à TMC.
“Também foi importante pessoalmente, porque nunca tinha vivido outro ambiente. Estou no Corinthians desde os nove anos, então nunca tinha saído do Parque São Jorge. Foi muito importante viver isso, ver como a realidade é diferente”, seguiu.
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Nesse período em que estava emprestado, o gerente de futebol Julio Cesar era o responsável por acompanhá-lo. Fora o dirigente, que nutria diálogo com seu estafe, o lateral-direito disse que conversava frequentemente com Breno Bidon, Dieguinho e Gui Negão do profissional, além de Luiz Gustavo Bahia, Luiz Fernando, Pires e do técnico William Batista, todos do Sub-20.
Caipira contou que rumou à Série D com certo preconceito, mas se surpreendeu com o nível. “Antes de jogar, achei que fosse um nível pior. Encontrei muito jogador que jogou Séries A e B a vida inteira, de qualidade. Era um jogo de mais contato, tinha time que batia muito, era mais violento. Tinha jogador do Betim que passou por Série A e eles brincavam que o nível mais difícil era Série D, porque nas primeiras divisões você joga com atletas melhores, então (o jogo) flui mais. Na Série D é tudo meio loucura”, explicou.
O fator “loucura”, na visão de Caipira, se dava principalmente pelos gramados ruins: “Na Série D, tinha que aproveitar bem jogando em casa, que tinha um gramado melhor. Acho que o único gramado bom era do Uberlândia. O resto eram todos gramados mais antigos. Jogamos em gramados que até impossibilitavam jogar com a bola no pé, até por isso ficava um jogo mais truncado.”
Com contrato até 31 de dezembro, Caipira aguarda a rescisão do seu contrato para retornar ao Corinthians. Contudo, o lateral não está nos planos do técnico Fernando Diniz em um primeiro momento. Atualmente, o elenco alvinegro conta com Matheuzinho e o uruguaio Pedro Milans para atuar no setor direito da defesa, além do jovem João Vitor Jacaré, do Sub-20.




