O goleiro cabo-verdiano Josimar Évora Dias, conhecido mundialmente como Vozinha, é aguardado em Santiago nesta terça-feira (28/07) para realizar exames médicos e assinar com o Colo-Colo. O contrato do atleta de 40 anos terá validade até o fim de 2026, com cláusula de renovação por mais uma temporada.
Apesar da expectativa para a estreia, o apelido que o consagrou no futebol corre o risco de ficar de fora do uniforme.
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A regra que barra o apelido
Por determinação do regulamento do Campeonato Chileno, elaborado pela Associação Nacional de Futebol Profissional (ANFP), o goleiro terá de escolher entre Évora ou Dias para estampar nas costas.
“Para a identificação pessoal dos jogadores, deverá ser estampado o sobrenome paterno e/ou materno na parte superior das costas da camisa […]. Não serão permitidos apelidos, alcunhas ou codinomes”, determina o Artigo 36 do regulamento do torneio.
Para que o nome “Vozinha” seja estampado na camisa, o Colo-Colo precisará solicitar uma exceção e obter uma autorização especial da ANFP — medida que o clube ainda não confirmou se pretende adotar.
Do choro com os avós à homenagem a craque brasileiro
Nascido em Mindelo, em Cabo Verde, durante a Copa do Mundo de 1986, o atleta ganhou o apelido ainda na infância. A história familiar conta que os amigos começaram a chamá-lo de “Vozinha” porque ele sempre corria para pedir socorro aos avós, Manuel e Maria, cada vez que se machucava nas brincadeiras.
O nome de batismo também carrega uma curiosidade ligada ao futebol. O pai do goleiro, o militar Zé Pedro, pretendia batizá-lo como “Jorge Valdano”, em homenagem ao atacante argentino campeão mundial em 86. Como a legislação local não permitiu o registro, a solução foi homenagear o ex-lateral brasileiro Josimar, grande destaque da Seleção naquele mesmo Mundial.




