IML libera 89 corpos da Operação Contenção, que já identificou 99 vítimas no Rio de Janeiro

Trabalhos de identificação devem ser concluídos até o fim de semana; governo e MP investigam ação que deixou 121 mortos

Por Redação TMC | Atualizado em
Carro funerário preto com a palavra “FUNERÁRIA” estaciona em frente ao prédio do Instituto Médico Legal Afrânio Peixoto, no Rio de Janeiro. Três homens, incluindo um policial e um agente de segurança, estão próximos ao veículo, enquanto cones laranja delimitam a área de acesso
Na terça-feira, 28, as forças de segurança do Rio de Janeiro cumpriram 100 mandatos de prisão no complexo da Penha e no Moro do Alemão, o que resultou em cerca de 120 mortes (Foto: Agência Brasil)

Dos 99 corpos já identificados entre as vítimas da Operação Contenção, 89 foram liberados pelo Instituto Médico Legal (IML) do Rio de Janeiro para retirada pelos familiares. Segundo a Polícia Civil, o trabalho de identificação dos 117 civis mortos ainda está em andamento e deve ser concluído até o fim de semana. A operação também deixou quatro policiais mortos.

A Polícia Civil informou que prepara um relatório de inteligência com centenas de páginas, reunindo a qualificação dos mortos e uma análise sobre o papel estratégico dos complexos da Penha e do Alemão dentro da estrutura do Comando Vermelho.

De acordo com o governo do estado, entre os identificados até agora, 78 tinham histórico criminal e 42 tinham mandado de prisão pendente. O secretário de Segurança Pública afirmou que ainda não é possível confirmar se esses mandados foram expedidos nesta operação ou anteriormente.

Leia mais: Integrante do PCC morre e PM fica ferido em operação do Ministério Público em Campinas

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da Subprocuradoria-Geral de Direitos Humanos e Proteção à Vítima (SUBDH), acompanha o caso e realiza uma perícia independente para verificar as circunstâncias das mortes. A equipe conta com oito peritos e é supervisionada por um promotor de Justiça.

O governo federal também enviou 20 peritos da Polícia Federal para reforçar as investigações no estado, conforme informou o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski.

Leia mais: Fronteiras brasileiras: documento secreto da Abin mostra falhas que favorecem PCC e CV

A megaoperação, voltada a conter o avanço do Comando Vermelho, pretendia cumprir 100 mandados de prisão e 180 de busca e apreensão, mas conseguiu localizar apenas 20 dos alvos. Outros 15 suspeitos foram mortos durante a ação.

O principal alvo, Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca, apontado como líder da facção e um dos criminosos mais procurados do Rio, segue foragido.

Entidades de direitos humanos classificam a operação como “massacre” e “chacina”, criticando a alta letalidade da ação. Moradores e familiares relataram ter encontrado corpos com sinais de tortura e mutilações na região da Penha.

Ao vivo
São Paulo
Ouça a TMC pelo Brasil
  • 100,1FM São Paulo
  • 101,3FM Rio de Janeiro
  • 100,3FM Curitiba
  • 88,7FM Belo Horizonte
  • 92,7FM Recife
  • 100,1FM Brasília
Notícias que importam para você
Copyright © 2026 CNPJ: 07.577.172/0001-71