Sudão enfrenta a maior crise humanitária do mundo com crescimento da fome

Situação piorou nas regiões de Darfur e Kordofan nesta segunda-feira (03/11)

Por Redação TMC | Atualizado em
Uma mulher sudanesa deslocada prepara chá enquanto outras pessoas se reúnem e sentam em tendas improvisadas após fugirem da cidade de Al-Fashir, em Darfur, em Tawila, Sudão, em 29 de outubro de 2025
Créditos: REUTERS/Mohamed Jama

Há dois anos e meio, uma guerra civil começou entre as Forças de Apoio Rápido (RSF) e o exército sudanês causou fome e desnutrição severa em todo Sudão. Uma vez que os combates se concentraram nessa área, as pessoas foram privadas dos seus meios de estabilidade, aumentando os preços e provocando deslocamentos.


O IPC (Classificação Integrada de Fases da Segurança Alimentar), padrão internacionalmente reconhecido para medir a gravidade das crises de fome, apoiada pela ONU, determinou que as cidades estão em situação de fome, embora em dezembro de 2024 já estava confirmada essa situação em Al-Fashir, capital de Darfur do Norte.

Em Al-Fashir um hospital teria sido invadido pela RSF, que tomou a cidade semana passada. Foi confirmado o assassinato de mais de 460 pacientes e seus acompanhantes. A RSF se instalou no local por cerca de 18 meses e durante esse período, os moradores locais relataram que o fornecimento de alimentos foi cortado, o que levou a população a comer ração animal, e ás vezes, peles de animais.

O IPC afirmou que o número total de sudaneses em situação de insegurança alimentar aguda diminuiu 6%, o que representa 21,2 milhões de pessoas, ou 45% da população total, devido à estabilização gradual e à melhoria do acesso no centro do Sudão, região que o exército sudanês assumiu o controle no início do ano.

Os cortes na ajuda internacional e os obstáculos burocráticos dificultam a capacidade das Nações Unidas e de outras agências de ajuda a fornecer alimentos e outros serviços, que agravaram o desafio humanitário.

Conteúdo adaptado da Reuters.

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