O adolescente de 16 anos agredido durante uma briga em Vicente Pires, no Distrito Federal, faleceu neste sábado (07/02), após permanecer 16 dias em coma induzido. A vítima estava internada em estado gravíssimo, desde a madrugada de 23 de janeiro, quando sofreu traumatismo craniano ao bater a cabeça na porta de um carro.
O advogado da família, Albert Halex, confirmou a morte do jovem na manhã deste sábado. Durante o incidente, o adolescente chegou a sofrer uma parada cardiorrespiratória que durou 12 minutos.
Agressor está preso
Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos, apontado como autor das agressões, cumpre prisão preventiva desde 2 de fevereiro, no Centro de Detenção Provisória (CDP), no Complexo Penitenciário da Papuda. O piloto e empresário é investigado por agredir o adolescente com uma sequência de socos.
Inicialmente preso logo após o incidente, Turra chegou a ser liberado mediante pagamento de fiança de R$ 24,3 mil. No entanto, voltou a ser detido por ordem judicial em 30 de janeiro.
Origem da briga
A confusão que resultou na morte do adolescente começou com uma brincadeira. Pedro Turra jogou um chiclete mascado na direção de outra pessoa, o que desencadeou a briga que culminou nas agressões ao jovem.
Após o incidente, Turra foi desligado do quadro de pilotos da temporada 2026 da Fórmula Delta, na categoria escola.
Decisão judicial recente
Na sexta-feira (6/2), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa de Pedro Turra em 4 de fevereiro. O desembargador Diaulas Ribeiro, da 2ª Turma Criminal, determinou que o agressor permanecesse em cela individual no CDP.
A decisão de manter Turra isolado dos demais detentos foi tomada após ele relatar ameaças feitas por policiais e outros presos. A medida conta com o apoio da direção da Papuda.
Outros casos envolvendo o agressor
Pedro Turra está envolvido em quatro investigações policiais. Além da agressão que resultou na morte do adolescente, ele é investigado por uma briga ocorrida em uma praça de Águas Claras em junho de 2025, pela denúncia de ter forçado uma jovem menor de idade a ingerir bebida alcoólica e pela agressão contra um homem de 49 anos durante uma briga de trânsito.
Duas dessas denúncias só foram registradas após a repercussão do caso recente. Ainda não se sabe como o caso será reclassificado após a morte do adolescente, que anteriormente era tratado como lesão corporal gravíssima.
