O Colégio São Domingos, em Perdizes, aplicou suspensão temporária a estudantes do 9° ano que compartilharam conteúdo ofensivo contra colegas mulheres em grupos de WhatsApp. A direção da escola particular tomou conhecimento das mensagens na quarta-feira (11/03). Segundo apuração da TV Globo, os alunos criaram uma lista com nomes de estudantes classificadas como “mais e menos estupráveis”.
A instituição caracterizou o material como “misógino” e “ofensivo à comunidade do colégio — em especial, às estudantes — e em total desacordo com os princípios e valores da instituição”.
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Conteúdo compartilhado e repercussão
Os estudantes elaboraram e distribuíram nos grupos de WhatsApp uma lista contendo nomes de alunas da escola. O material classificava as estudantes segundo critérios de natureza sexual. As mensagens circularam entre os alunos e geraram repercussão na comunidade escolar.
A escola esclareceu que as mensagens foram compartilhadas em grupos não institucionais. A direção mobilizou a equipe pedagógica para lidar com a situação.
Ações da escola
O Colégio São Domingos implementou um conjunto de medidas para lidar com o caso. A instituição realizou escuta e acolhimento das estudantes afetadas. A equipe pedagógica conversou com os alunos envolvidos no compartilhamento das mensagens e com seus familiares.
A suspensão temporária dos responsáveis pelas postagens abrange todas as atividades curriculares e extracurriculares. A direção promoveu discussões em sala de aula sobre o tema com a participação dos educadores.
A instituição criou um grupo de trabalho para apurar o caso e acompanhar os desdobramentos. A escola informou que continuará promovendo discussões sobre o tema em sala de aula.
Protesto estudantil
Na semana anterior à divulgação do caso pela imprensa, estudantes do ensino médio do Colégio São Domingos realizaram um protesto em defesa das mulheres. Os participantes da manifestação usaram roupas na cor roxa, que simboliza a luta pela igualdade de direitos e justiça.
Posicionamento oficial
Em comunicado, a direção do Colégio São Domingos declarou que o caso exige “sensibilidade, responsabilidade e sigilo”, especialmente por envolver menores de idade.
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que não localizou registro de ocorrência sobre o caso na Polícia Civil.




