Ao Vivo TMC
Ao Vivo TMC
InícioDestaquePolícia Federal investiga aplicações de R$ 970 milhões do...

Polícia Federal investiga aplicações de R$ 970 milhões do Rioprevidência no Master

Operação Barco de Papel cumpre quatro mandados de busca e apreensão no Rio para apurar nove transações realizadas entre novembro de 2023 e julho de 2024

A Polícia Federal deflagrou operação contra diretores do Rioprevidência nesta sexta-feira (23/01) para investigar aplicações financeiras no Banco Master. Agentes cumprem quatro mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro para apurar nove transações realizadas entre novembro de 2023 e julho de 2024. O fundo, responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões a 235 mil servidores inativos do estado, teria aplicado cerca de R$ 970 milhões em Letras Financeiras da instituição bancária.

A ação, denominada Operação Barco de Papel, teve início após investigações começadas em novembro do ano passado. Os mandados foram expedidos pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio.

Acesse o canal da TMC no WhatApp para ficar sempre informado das últimas notícias

“A investigação, iniciada em novembro, visa apurar um conjunto de 9 operações financeiras, realizadas entre novembro de 2023 e julho de 2024, que resultaram na aplicação de aproximadamente R$ 970 milhões de recursos pertencentes à autarquia em Letras Financeiras emitidas por banco privado”, informou a PF em comunicado.

Os principais alvos da operação são gestores do Rioprevidência. Entres eles, o presidente Deivis Marcon Antunes, o diretor de investimentos Eucherio Lerner Rodrigues e o gerente de investimentos Pedro Pinheiro Guerra Leal, que foi exonerado em dezembro.

A corporação busca “apurar a suspeita de operações financeiras irregulares que expuseram o patrimônio de autarquia (…) a risco elevado e incompatível com sua finalidade”.

Histórico das aplicações

O caso ganhou notoriedade em novembro quando veio à tona que o Rioprevidência havia investido R$ 2,6 bilhões em fundos do grupo liderado pelo Banco Master. Os aportes ocorreram durante 2024 e 2025, sob o argumento de que as taxas eram “mais atrativas” que as oferecidas por outras instituições.

Em maio, o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) alertou sobre problemas nessas aplicações, apontando “graves irregularidades” aos gestores do fundo. O órgão determinou, em outubro, uma tutela provisória sobre o Rioprevidência, proibindo novas transações com o Banco Master.

Na ocasião, o conselheiro Jose Gomes Graciosa declarou: “Chega de decisões sem transparência, chega de colocar em risco a aposentadoria daqueles que colaboraram com a construção deste estado”.

Valores e rentabilidade questionados

O Rioprevidência, em resposta aos questionamentos sobre as aplicações, afirmou que “o valor efetivamente aplicado pelo órgão foi de aproximadamente R$ 960 milhões, em Letras Financeiras emitidas pela instituição entre outubro de 2023 e agosto de 2024, com vencimentos previstos para 2033 e 2034”.

O TCE-RJ constatou que, até julho, cerca de R$ 2,6 bilhões, equivalente a 25% dos recursos aplicados pelo Rioprevidência, estavam em fundos administrados pelo Banco Master. Um dos casos destacados foi o aporte superior a R$ 1 bilhão no Arena Fundo de Investimento, administrado pela Master S/A Corretora.

Este fundo iniciou operações em 18 de dezembro do ano passado. No dia seguinte, o Rioprevidência fez seu primeiro aporte de R$ 50 milhões, tornando-se posteriormente o único cotista após diversos aportes adicionais.

Baixa rentabilidade e restrições

Análises do TCE mostraram que a rentabilidade média do Arena Fundo de Investimento foi de apenas 4,05%, ficando abaixo da poupança (5,47%) e muito inferior ao CDI (9,31%), o que, na avaliação do tribunal, demonstra a “ausência de vantajosidade”.

Os técnicos identificaram aplicações superiores a R$ 300 milhões em letras financeiras sem qualquer informação disponível. Outro exemplo citado foi um investimento de R$ 100 milhões realizado em junho que se desvalorizou para R$ 75 milhões em apenas um mês.

O TCE-RJ determinou que o Rioprevidência não realizasse mais investimentos em instrumentos financeiros emitidos, administrados ou geridos pelo conglomerado do Banco Master. A restrição também se aplica a outras instituições que não atendam aos princípios de segurança e prudência financeira.

Na avaliação do Tribunal de Contas, esses casos “evidenciam uma gestão possivelmente irresponsável dos recursos do regime previdenciário”.

MAIS LIDAS

Notícias que importam para você

Árvores caídas causaram transtornos e falta de energia em São Paulo

Ventos fortes deixam 2 milhões de imóveis sem luz em SP; Sabesp relata falta d’água

Na capital, as rajadas atingiram 98 km/h por volta das 8h, conforme medição da Defesa Civil, resultando em centenas de quedas de árvores
Cartelas da Mega da Virada

Mega da Virada: Veja os números que mais saíram na história do sorteio

Prêmio estimado para sorteio deste ano é de R$ 1 bilhão
Abastecimento de água segue afetado nesta quinta na Grande SP

Abastecimento de água segue afetado nesta quinta na Grande SP

A falta de eletricidade impede o bombeamento de água para as residências após ventania registrada nesta quarta-feira (10/12) na capital e na Região Metropolitana de São Paulo
IPTU 2026: entenda as isenções, descontos e como pagar

IPTU 2026: entenda as isenções, descontos e como pagar

Levantamento da TMC mostra os reajustes, alíquotas e como consultar os valores do IPTU 2026 em São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, BH, Curitiba e DF