Caminhoneiros autônomos de diferentes regiões do país se reúnem nesta quarta-feira (18/03), em Santos (SP), para decidir os rumos de uma possível paralisação nacional da categoria. O encontro ocorre em meio à escalada do preço do diesel e a uma série de reivindicações ligadas às condições de trabalho no transporte rodoviário de cargas.
A reunião foi confirmada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística (CNTTL), que informou que irá aguardar a decisão coletiva dos caminhoneiros antes de definir um posicionamento oficial sobre o movimento.
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Após sinalizar apoio a uma paralisação nacional, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística (CNTTL) anunciou um recuo estratégico e a suspensão do movimento por parte de suas bases. A mudança de postura ocorreu após a entidade conseguir a abertura de um canal de diálogo direto com a Secretaria-Geral da Presidência da República.
No entanto, o encontro desta quarta pode resultar em uma greve geral dos motoristas. “A entidade reforça que estará do lado dos trabalhadores, respeitando a decisão da maioria”, destacou a confederação em nova nota.
Pressão por custos e frete mínimo
A mobilização dos caminhoneiros ganhou força nos últimos dias diante do aumento do diesel. A Petrobras reajustou o combustível em R$ 0,38 por litro, movimento que, segundo a categoria, anulou medidas do governo federal para reduzir custos.
Entre as principais reivindicações estão:
- Cumprimento do piso mínimo do frete, previsto em lei;
- Fiscalização mais rigorosa contra empresas que pagam abaixo da tabela;
- Isenção de pedágio em viagens sem carga;
- Maior previsibilidade nos custos operacionais.
A CNTTL também defende a aplicação de multas e até o cancelamento do registro de empresas que descumprirem o valor mínimo do frete.
Governo monitora cenário
O governo federal acompanha a articulação da categoria e tenta evitar uma paralisação de grande escala. Medidas como a redução de tributos e subsídios ao diesel foram anunciadas recentemente, mas têm sido consideradas insuficientes pelos caminhoneiros.
Além disso, a resistência de estados em reduzir o ICMS sobre o combustível limita o impacto das ações federais, o que mantém o cenário de insatisfação.
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A reunião em Santos é vista como um momento decisivo para o movimento, já que deve consolidar a posição dos caminhoneiros autônomos sobre a adesão — ou não — a uma paralisação nacional.
A CNTTL afirmou que respeitará o resultado do encontro, indicando que o rumo da mobilização dependerá da decisão da maioria dos trabalhadores.




