O Ministério da Saúde inicia neste sábado (28/03) a campanha nacional de imunização contra a gripe. O país registrou mais de 14 mil casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) desde janeiro. A influenza está entre os principais vírus associados aos quadros críticos.
Mais de 15 milhões de doses já foram distribuídas aos postos de saúde. A estratégia busca proteger a população antes do pico de circulação do vírus.
A campanha foi antecipada para garantir proteção antes do período de maior circulação da influenza. O organismo precisa de tempo para desenvolver imunidade após receber a dose.
Adiar a vacinação aumenta o risco de infecção no momento de maior disseminação viral. Historicamente, as internações crescem durante esse período.
A campanha prioriza públicos com maior vulnerabilidade. Idosos, crianças pequenas, gestantes, pessoas com doenças crônicas e profissionais de saúde e educação recebem atenção inicial pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A priorização considera o risco elevado de hospitalização e morte nesses grupos, segundo o Ministério da Saúde.
A influenza provoca quadro mais intenso que o resfriado. Febre alta, dores no corpo, cansaço marcado e piora evidente do estado geral caracterizam a gripe.
Falta de ar, febre persistente, cansaço intenso e piora respiratória exigem avaliação médica. A doença pode atingir o pulmão e evoluir para pneumonia nos casos graves, seja pelo próprio vírus ou por infecções bacterianas associadas.
O vírus influenza muda de uma temporada para outra. Isso exige atualização constante da vacina.
A proteção diminui ao longo dos meses, especialmente em idosos e pessoas com doenças crônicas. Segundo a infectologista Isabella Ballalai, diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), esses dois fatores tornam a vacinação anual indispensável.
As vacinas disponíveis não são feitas com vírus vivos capazes de causar doença. Nenhuma vacina impede totalmente a infecção.
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O principal objetivo é reduzir a gravidade dos casos. A imunização evita internações e mortes, especialmente entre os mais vulneráveis.
Pessoas fora dos grupos prioritários podem receber a vacina na rede privada. Em alguns casos, doses remanescentes da campanha pública são liberadas depois, mas isso depende de disponibilidade.
Quadros leves, como coriza ou mal-estar discreto, não impedem a vacinação. Sintomas mais intensos, especialmente com febre, indicam que o ideal é aguardar a recuperação. Quem teve Covid-19 ou gripe recentemente também pode se vacinar, desde que já esteja sem sintomas relevantes.




