A investigação sobre o acidente com o voo 2283 da Voepass, ocorrido em Vinhedo (SP) em agosto de 2024 e que resultou na morte de 62 pessoas, atingiu 95% de conclusão. Na quinta-feira (02/07), o Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) informou que o inquérito se encontra na fase de revisão final.
Antes do encerramento, o documento será submetido à análise de autoridades da França e do Canadá, ambos com participação formal no processo. A França responde pelo projeto e pela fabricação da aeronave, ao passo que o Canadá é responsável pelo projeto e pela fabricação dos motores.
O que os familiares já sabem
Na última terça-feira (30/06), investigadores da Polícia Federal apresentaram o laudo técnico a familiares das vítimas em reunião realizada em Campinas. O documento tem mais de 200 páginas com detalhes técnicos sobre o acidente. Os presentes também escutaram a gravação da conversa da cabine.
O advogado Luciano Katarinhuk, representante da Associação e assistente de acusação, questionou por que a aeronave estava em operação. Segundo ele, “aquele voo não deveria estar voando. Por que ele estava voando? Existe responsabilidade de quem colocou esse avião para voar”.
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Relembre o acidente
O avião era um ATR 72-500 com prefixo PS-VPB. O voo 2283 partiu de Cascavel (PR) com destino a Guarulhos (SP). Havia 58 passageiros e 4 tripulantes a bordo, 62 pessoas no total. Nenhuma sobreviveu, conforme informou a Prefeitura de Vinhedo.
A investigação analisa questões de segurança operacional, sistemas, manutenção e aspectos regulatórios. O inquérito da Polícia Federal ainda não tem data de conclusão definida.




