Um ciclone extratropical associado a uma frente fria deve alterar as condições meteorológicas no Brasil na virada do mês, entre janeiro e fevereiro.
O fenômeno, previsto para ocorrer entre 31 de janeiro e os primeiros dias de fevereiro, formará uma área de instabilidade com chuvas volumosas e ventos fortes, afetando principalmente a Região Sul do país.
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A combinação desses dois sistemas atmosféricos provocará mudanças no padrão climático brasileiro nos próximos dias. Os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná serão os mais impactados pelo fenômeno, com previsão de temporais isolados, descargas elétricas e possível queda de granizo.
O ciclone extratropical se forma devido ao contraste entre massas de ar com temperaturas diferentes. Este sistema de baixa pressão, característico de latitudes médias, se organiza ao redor de frentes frias e quentes, criando condições para formação de nuvens carregadas e precipitações contínuas.
O sistema meteorológico atuará principalmente nas proximidades da Região Sul do Brasil, intensificando a frente fria e potencializando a ocorrência de temporais na região.
As rajadas de vento podem superar 100 km/h em determinados locais. O ciclone também direcionará umidade de áreas mais quentes, tornando as precipitações mais intensas e concentradas em curtos períodos.
Esta combinação aumenta o risco de alagamentos, enxurradas e quedas de árvores tanto em zonas urbanas quanto rurais. Em áreas com solo já saturado, existe maior probabilidade de deslizamentos de encostas e problemas em rodovias.
Evolução do fenômeno
Conforme a frente fria avança e posteriormente perde força, a instabilidade se espalhará e as chuvas se tornarão mais irregulares, embora ainda possam gerar acumulados elevados de precipitação.
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Ainda não há informações precisas sobre quais municípios serão mais afetados dentro das regiões mencionadas, nem sobre a duração exata do fenômeno após sua formação inicial.
De acordo com informações da ClimaTempo, os especialistas recomendam atenção contínua às previsões meteorológicas oficiais, pois outras regiões também poderão registrar chuvas intensas e transtornos localizados com o deslocamento da frente fria.
