O comércio do Distrito Federal apresentou forte retração nas vendas em fevereiro deste ano. De acordo com o Índice do Varejo Stone, o volume de vendas caiu 6,3% na comparação com o mesmo período do ano passado, colocando o DF entre os estados com pior desempenho no país. O resultado negativo é o terceiro mais intenso entre as unidades da federação, atrás do Amazonas, que registrou queda de 7,1%, e do Espírito Santo, com recuo de 7%. O Rio Grande do Sul aparece na sequência, com retração de 6%.
Na contramão da tendência nacional, apenas sete estados apresentaram crescimento no período. O destaque positivo ficou com o Acre, que teve alta superior a 10% nas vendas, indicando um cenário ainda desigual entre as regiões do país.
Siga a TMC no WhatsApp e fique por dentro das últimas notícias do Brasil e no mundo
No recorte por setores no Distrito Federal, o segmento de livros, jornais, revistas e papelaria foi o mais impactado, com uma queda expressiva de 17,9%, sendo o principal destaque negativo do mês. Outros setores também apresentaram desempenho negativo, como combustíveis e lubrificantes, com queda de 6,5%, vestuário e calçados, com recuo de 5,3%, além de artigos de uso pessoal e doméstico, que caíram 3,3%. Também registraram retração os segmentos de móveis e eletrodomésticos, com 3,2%, materiais de construção, com 2,8%, supermercados e hipermercados, com 2,3%.
Apesar do cenário predominantemente negativo, dois setores conseguiram apresentar crescimento na comparação anual no Distrito Federal. Supermercados e hipermercados tiveram alta de 2,5% mostrando certa resiliência em áreas ligadas ao consumo essencial.
Segundo o Índice do Varejo Stone, mesmo com alguns estados registrando aumento nas vendas, o cenário geral ainda é de desaceleração do consumo no país. Entre os principais fatores apontados estão o acesso mais difícil ao crédito e o alto nível de endividamento das famílias, o que reduz o poder de compra e impacta diretamente o desempenho do comércio.




