Como está Nayara Rodrigues, amiga de Eloá que sobreviveu ao crime?

O Estado reconheceu irregularidades no caso Eloá e obrigou o pagamento de uma indenização para Nayara Rodrigues

Por Agência JAGR | Atualizado em
Eloa e Nayara Rodrigues juntas em foto dias antes do crime.
Nayara Rodrigues, amiga de Eloá Cristina, sobreviveu ao crime. Foto: Divulgação / Netflix



Em 2008, o sequestro que culminou com a morte de Eloá Cristina Pimentel chocou o Brasil. Mas há outra história por trás do trágico crime: a de Nayara Rodrigues, amiga de Eloá, que também foi mantida refém.

Nayara sobreviveu ao crime e, durante o processo, chegou a falar com a mídia. Mas desde então, passou a viver uma vida marcada pela dor, reconstrução e discrição.

Quem é Nayara e por que ela também foi feita refém

De acordo com o Ibahia, em outubro de 2008, Eloá convidou Nayara e dois colegas para irem a sua casa em Santo André, no Grande ABC, em São Paulo, para um trabalho escolar.

Foi então que o ex‑namorado de Eloá, Lindemberg Alves, invadiu o apartamento e manteve as jovens em cárcere privado. O sequestrador chegou a liberar dois rapazes que estavam com Nayara e Eloá no dia.

Durante a ação, Nayara chegou a ser libertada, mas ainda voltou ao local após intervenção da polícia. Ela foi baleada no rosto durante o momento final da operação. Felizmente, recuperou-se dos ferimentos.

Como está Nayara 17 anos após o crime

Segundo o Correio 24 Horas, hoje, Nayara mantém uma rotina reservada e longe dos holofotes. Segundo apurações, ela se formou em engenharia e vive no ABC paulista. Há poucas informações sobre sua vida pessoal, pois optou pela privacidade.

Em 2018, a Justiça reconheceu falhas no comando policial durante o sequestro e condenou o Estado de São Paulo a indenizar Rodrigues em R$ 150 mil.

Lindemberg Alves após morte de Eloá | Foto: Reprodução / YouTube

O que aconteceu com Lindemberg Alves

Lindemberg Alves Fernandes foi condenado a 98 anos e 10 meses de prisão pelos crimes de homicídio qualificado, cárcere privado, tentativa de homicídio e disparo de arma de fogo.

O julgamento ocorreu em fevereiro de 2012, no Fórum de Santo André. A sentença reconheceu que Alves agiu de forma premeditada e sem chance de defesa para Eloá Cristina Pimentel, morta com um tiro na cabeça durante a invasão policial.

De acordo com o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), o réu permanece em regime fechado em unidade prisional do estado.

O TJSP registrou também que Lindemberg cumpriu parte da pena e que poderá ter o regime diminuído após o cumprimento de dois quintos da condenação.

Novo documentário da Netflix: do que se trata?

A Netflix lançou o documentário Caso Eloá – Refém ao Vivo, nesta quarta-feira (12), que revisita o sequestro de Eloá que terminou tragicamente com sua morte.

A produção apresenta arquivos inéditos, depoimentos de familiares e pessoas próximas, além de reconstruções dos eventos que lotaram as manchetes nacionais.

Eloá era estudante, vivia em Santo André e estava os com amigos quando o crime ocorreu. Sua vida segue como símbolo de debates sobre violência contra as mulheres, mídia e impunidade.

Leia: Netflix lança documentário do caso Eloá; saiba os detalhes

Como será o documentário?

Dirigido por Cris Ghattas e produzido pela Paris Entretenimento, o documentário traz uma abordagem de “true crime” em que o foco não é apenas o evento, mas os bastidores, a cobertura da mídia, erros policiais e o impacto na vida de quem sobreviveu ao cárcere.

A produção tenta revisitar o que ficou de fora da narrativa pública original com uma reflexão sobre como se dá a construção do espetáculo da violência em tempo real.

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