O Império Serrano apresentou o enredo “Ponciá Evaristo Flor do Mulungu” na Marquês de Sapucaí, destacando a obra da escritora Conceição Evaristo. A escola de Madureira, quarta a desfilar na noite, trouxe como ponto alto a alegoria “Navio-mudança: Refúgio dos Becos e Vielas”, que representou uma enchente na favela e a transformação da personagem Sabela em embarcação para salvar moradores.
A agremiação apostou em uma estética baseada no barro, distanciando-se do luxo tradicional e das pedrarias comumente utilizadas no carnaval. Segundo informações do portal Carnavalesco, o carnavalesco Renato Esteves desenvolveu um enredo que valorizou tanto a literatura de Evaristo quanto elementos da memória ancestral presentes em sua obra.
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A alegoria que retratou a resistência comunitária durante uma inundação apresentou uma abordagem visual fundamentada na terra e na união coletiva. O carro mostrou Sabela se transformando em navio para resgatar habitantes da comunidade em meio à enchente.
No alto desta alegoria estavam três componentes que deram vida à narrativa. Wellington Ramos, aposentado de 59 anos, participa dos desfiles do Império há dois anos. Ticiane Gomes, técnica de enfermagem de 39 anos, e Juliana Amorim, enfermeira de 30 anos, fizeram sua estreia na agremiação.
