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Criança encontrada após desaparecimento volta ao lar no Maranhão; buscas por primos seguem

Anderson Kauã, de 8 anos, foi resgatado três dias após sumiço em área de mata em Bacabal; Ágatha e Allan continuam desaparecidos há 23 dias

O menino Anderson Kauã Barbosa Reis, de oito anos, retornou para casa no último domingo (25/01) após passar por tratamento médico e acompanhamento psicológico. Ele é primo de Ágatha Isabelly Reis Lago (6) e Allan Michael Reis Lago (4), que seguem desaparecidos há 23 dias em uma região de mata no interior de Bacabal, a cerca de 240 quilômetros de São Luís, no Maranhão.

As três crianças sumiram na tarde de 4 de janeiro, depois de saírem para brincar. Anderson foi localizado três dias depois, encontrado por carroceiros em um ponto da região. Desde então, nenhuma pista concreta levou ao paradeiro dos irmãos.

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Após ser resgatado, o menino permaneceu 13 dias internado, recebendo cuidados físicos e emocionais. Ele teve alta hospitalar no dia 20/01, mas continuou sob observação. De acordo com o relato de autoridades, Anderson estava bastante debilitado e chegou a perder cerca de 10 quilos durante o período em que esteve desaparecido.

Depois de deixar o hospital, equipes da prefeitura, junto a lideranças comunitárias e ao Conselho Tutelar, se reuniram para definir ações de acolhimento e apoio ao menino. A administração municipal também anunciou a criação de um projeto esportivo na comunidade de São Sebastião dos Pretos, com atividades como futebol e judô, além da previsão de incluir balé e capoeira.

As buscas pelos primos seguem sem sucesso. O sinal mais próximo foi identificado por cães farejadores em uma casa abandonada no meio do matagal. De acordo com informações prestadas por Anderson, os três chegaram a se abrigar no local, e ele teria saído sozinho em busca de ajuda.

Na última quinta-feira (22), o secretário de Segurança Pública do Maranhão, Maurício Ribeiro Martins, informou que a operação entraria em uma fase mais investigativa e policial. No auge, a força-tarefa mobilizou cerca de 600 pessoas, com varreduras feitas por aeronaves, drones e equipes terrestres, sem resultados positivos.

Participaram da operação policiais militares e civis, bombeiros, integrantes do Cosar, do Centro Tático Aéreo (CTA), além da Defesa Civil, Exército, Marinha e voluntários. Mergulhadores também vistoriaram cerca de 19 quilômetros do rio Mearim, utilizando inclusive sonar, mas nenhuma anomalia relevante foi encontrada.

A Polícia Civil do Maranhão chegou a investigar uma denúncia sobre um suposto avistamento das crianças em São Paulo. A informação foi checada em conjunto com a polícia paulista, que, na segunda-feira (26), confirmou que não se tratava de Ágatha e Allan.

Leia mais: Polícia descarta presença de irmãos desaparecidos do Maranhão em hotel de SP

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