A engenheira civil Cristiane Collet Battiston, diretora da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), foi eleita nesta sexta-feira (28/11) presidenta do Conselho do Programa Hidrológico Intergovernamental (PHI) da Unesco. É a primeira vez, em 50 anos de história do programa, que uma mulher assume o comando do colegiado, um marco histórico para a hidrologia e para a própria Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura.
Um passo gigante para a ciência da água
O PHI é a principal plataforma internacional da Unesco para cooperação em temas de água. O programa reúne países-membros em iniciativas que estimulam políticas públicas baseadas em evidências científicas, fortalecendo a gestão sustentável dos recursos hídricos em escala global.
A eleição de Battiston acontece em um momento estratégico. Depois da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), realizada recentemente em Belém, o tema da água voltou a ganhar destaque como peça central nas estratégias de mitigação e adaptação à emergência climática.
Trajetória de quem entende do assunto
Cristiane Battiston acumula experiência sólida em políticas públicas e hidrologia. Engenheira civil com mestrado e doutorado na área, ela já passou pelo Ministério do Planejamento e Orçamento e pela Casa Civil da Presidência da República. Em setembro, entrou para a Diretoria Colegiada da ANA, fortalecendo ainda mais sua atuação no setor.
Mandato até 2027 e expectativas globais
O mandato de Battiston à frente do Conselho do PHI vai até 2027. Especialistas e representantes internacionais destacam que sua liderança pode marcar um novo momento de protagonismo do Brasil em debates globais sobre gestão da água e adaptação climática.
Além de representar uma conquista de gênero, a eleição reforça a importância de políticas baseadas em ciência para enfrentar desafios hídricos cada vez mais complexos, que envolvem desde escassez em regiões críticas até a proteção de rios e aquíferos estratégicos.
Impacto histórico e inspiração
O feito de Battiston simboliza não só a ascensão de mulheres em posições de liderança científica, mas também a crescente relevância da hidrologia no cenário internacional. A expectativa é que o Brasil exerça papel de destaque em fóruns globais, trazendo experiência técnica e políticas públicas inovadoras para a mesa.
Fonte: Agência Brasil
