A Polícia Federal também prendeu nesta quarta-feira (04/03) o empresário Fabiano Campos Zettel, cunhado de Daniel Vorcado, dono do Banco Master As prisões ocorreram em São Paulo durante a terceira fase da Operação Compliance Zero.
Zettel, casado com Natália Vorcaro, irmã do banqueiro, compareceu voluntariamente à Superintendência da PF na capital paulista.
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“Tendo tomado conhecimento da deflagração da 3ª Fase da Operação Complience Zero, a defesa de Fabiano Campos Zettel informa que seu cliente já se apresentou à Polícia Federal. Em que pese não ter tido acesso ao objeto das investigações, Fabiano está à inteira disposição das autoridades”, informou a defesa do empresário.
Zettel já havia sido preso anteriormente em janeiro. Na ocasião, ele se preparava para embarcar em um voo comercial no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, com destino a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
Vorcaro também havia sido preso em novembro ao tentar embarcar para a Europa em um avião particular que sairia de Guarulhos. Para a Polícia Federal, havia indícios de que ele pretendia fugir do país.
Zettel é pastor evangélico e ganhou destaque no empreendedorismo com marcas de rede de alimentos e uma academia de luxo. O empresário foi o maior doador das campanhas eleitorais do ex-presidente Jair Bolsonaro, com R$ 3 milhões, e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, com R$ 2 milhões.
Na decisão que embasa a operação da PF, Fabiano Campos Zettel é tratado como o “operador financeiro do grupo” formado por Vorcaro para coagir e intimidar “adversários” de Vorcaro. O cunhado é considerado um dos principais membros de “A Turma”, grupo que Mendonça chamou de “milícia privada” para cuidar dos interesses do dono do Master.
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A Polícia Federal investiga a “possível prática dos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, praticados por organização criminosa”. O esquema financeiro envolve a venda de títulos de crédito falsos pelo Banco Master. O nome da operação faz referência à falta de controles internos nas instituições envolvidas para evitar crimes de gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e manipulação de mercado.
Foram determinadas ordens de afastamento de cargos públicos e sequestro e bloqueio de bens no montante de até R$ 22 bilhões. As medidas judiciais têm o objetivo de interromper a movimentação de ativos vinculados ao grupo investigado e preservar valores potencialmente relacionados às práticas ilícitas apuradas.
