Um delegado e dois policiais civis foram presos pela Polícia Federal na manhã desta terça-feira (10/03) por suspeita de extorquir criminosos do Comando Vermelho, corrupção e lavagem de dinheiro. Um quarto mandado de prisão ainda está sendo cumprido pelos policiais federais na segunda fase da Operação Anomalia.
Os alvos são:
- Marcus Henrique de Oliveira Alves, delegado.
- Franklin Jose de Oliveira Alves, policial civil.
- Leandro Moutinho de Deus, policial civil.
- Gabriel Dias de Oliveira, o Índio do Lixão, traficante.
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Ao todo, são cerca de 40 policiais nas ruas para cumprir quatro mandados de prisão preventiva e três mandados de busca e apreensão na cidade do Rio de Janeiro. As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal. Os alvos são policiais civis e operadores financeiros.
As investigações apontaram que o esquema era comandado pelo delegado e outro policial civil. Eles emitiam intimações para coagir e pressionar chefes do tráfico, exigindo o pagamento de propinas significativas para omissão em atos de ofício. O STF determinou o afastamento imediato dos policiais investigados.
A Suprema Corte ainda suspendeu o exercício de atividades empresariais das pessoas jurídicas usadas no esquema e o bloqueio de valores em contas bancárias e de criptoativos ligados aos alvos. Para receber os valores, os agentes contavam com apoio de dois intermediários.
A inteligência financeira da PF detectou que os policiais investigados apresentam movimentação patrimonial milionária e incompatível com os salários recebidos. Para esconder a origem do dinheiro, os agentes tinham uma rede de empresas de fachada registradas em nome de familiares.
Nesta segunda-feira (09/03), na primeira fase da operação, o delegado federal Fabrizio José Romano também foi preso e ex-secretário estadual Alessandro Pitombeira Carracena também teve um mandado de prisão cumprido contra ele. Os dois são suspeitos de ligação com o Comando Vermelho
Os investigados vão responder pelos crimes de organização criminosa, extorsão, corrupção passiva e ativa, além de lavagem de capitais.
Em nota, a Polícia Civil afirmou que acompanha os desdobramentos da operação da Polícia Federal e que serão instaurados processos administrativos disciplinares para apurar a conduta dos servidores. A corporação ainda disse que não compactua com nenhum tipo de desvio de conduta e atividade ilícita.




