A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou nesta terça-feira (09/06) o pedido de liberdade provisória da influenciadora Deolane Bezerra e manteve sua prisão preventiva. O colegiado também recomendou que os tribunais de primeira instância acelerem a tramitação do caso.
Deolane está detida na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista desde 21 de maio. A prisão foi decretada no âmbito de uma investigação conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro com ligação ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
O que diz a investigação
Segundo as autoridades responsáveis pelo caso, Deolane teria conferido aparência de legalidade a recursos de origem ilícita atribuídos ao PCC. A projeção pública da influenciadora e suas atividades empresariais teriam sido usadas para encobrir a procedência criminosa dos valores.
As investigações também apontam que ela mantinha vínculos pessoais e negociais com um suposto gestor-fantasma de uma transportadora em Presidente Venceslau, no interior de São Paulo. A identidade completa desse indivíduo não foi revelada pelas autoridades.
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Defesa de Deolane se pronuncia após decisão
Após a decisão do STJ, a defesa de Deolane se pronunciou e lamentou a decisão. “A defesa lamenta o resultado do julgamento de hoje, uma vez que a manutenção da sua prisão é ilegal e desnecessária, pois Deolane não faz parte de nenhuma organização criminosa e tampouco cometeu qualquer crime, o que será provado ao longo do processo”, declarou o escritório de Aury Lopes Jr.
“A decisão do STJ se baseou apenas em aspectos formais da tramitação, sem qualquer análise de mérito. Acrescenta a defesa que continuará lutando pela liberdade de sua cliente, agora perante o Tribunal de Justiça de São Paulo”, finalizaram.
Bens bloqueados e outras prisões
A operação resultou no bloqueio de mais de R$ 327 milhões em patrimônio dos investigados. A Justiça também determinou o sequestro de 17 veículos, entre eles modelos de luxo avaliados em mais de R$ 8 milhões, e de quatro imóveis vinculados ao grupo.
Ao todo, seis prisões preventivas foram decretadas no curso da investigação. Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, e familiares dele também foram alvo de diligências realizadas pelas autoridades.
O cronograma previsto para a conclusão das investigações não foi informado pelas autoridades.




