O Sistema Único de Saúde (SUS) registrou queda de 26% nas infecções em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) de 285 hospitais do SUS pelo país por meio do programa “Saúde em Nossas Mãos”.
Em entrevista à TMC nesta terça-feira (6/1), o Ministro da Saúde Alexandre Padilha comemorou o resultado e o impacto na vida dos pacientes: “O resultado foi muito positivo para os pacientes e para a gestão do SUS. Quando você reduz a quantidade de infecção, reduz também o tempo de internação de pacientes e a necessidade de procedimentos ou uso de medicamentos extras. Além disso, isso possibilita a liberação mais rápida dos leitos, o que pode salvar vidas de quem está esperando uma vaga na unidade”, afirmou Padilha.
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Além do impacto para os pacientes, a redução de infecções gerou economia nos cofres públicos. Segundo os dados divulgados pelo ministério, o programa gerou uma redução de custos estimada em R$ 151 milhões.
A ação integra o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (Proadi-SUS) e utiliza uma metodologia que consiste na revisão detalhada dos procedimentos hospitalares.
Pequenas melhorias, como a preocupação com higienização, ter protocolos para monitorar e controlar o uso de antibióticos, ter cuidado no tempo de permanência dos cateteres podem ser decisivos para reduzir as infecções.
Agora, Padilha afirmou que o objetivo é reduzir ainda mais as infecções em UTIs do SUS pelo país, até chegar a meta de 50% de redução.
“A gente vai trabalhar para reduzir ainda mais os números de infecções. A nossa meta é chegar em 50% de redução, principalmente nas UTIs que tem um histórico de infecções, e fazer com que essas práticas e procedimentos de higienização e utilização dos recursos seja reproduzida nos demais hospitais do SUS”, afirmou o ministro da Saúde em entrevista à TMC.
O projeto “Saúde em Nossas Mãos” monitora 3.542 leitos em todo o território nacional, com participação de seis hospitais privados filantrópicos: HCor, Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Beneficência Portuguesa, Einstein Hospital Israelita, Moinhos de Vento e Sírio Libanês. Estas instituições treinam as equipes das unidades do SUS e recebem imunidade tributária como contrapartida para investir no programa.
Confira a entrevista completa com Alexandre Padilha:
