Entenda o que é o Cavado, fenômeno climático que impulsionou chuvas em MG

O fenômeno climático “cavado” impulsionou as chuvas recordes em Minas Gerais nesta segunda-feira (23/02), que causaram 25 mortes nos últimos dias.  No total, Juiz de Fora já registrou 18 vítimas fatais, e 40 desaparecidos, enquanto Ubá contabilizou sete mortes e três desaparecidos. Até as 10h de segunda-feira (23/2), Juiz de Fora acumulou 579,3 milímetros de […]

Por Redação TMC | Atualizado em
136 bombeiros trabalham nas buscas e resgates em Juiz de Fora e Ubá, em Minas Gerais (Foto: Divulgação Corpo de Bombeiros MG)

O fenômeno climático “cavado” impulsionou as chuvas recordes em Minas Gerais nesta segunda-feira (23/02), que causaram 25 mortes nos últimos dias. 

No total, Juiz de Fora já registrou 18 vítimas fatais, e 40 desaparecidos, enquanto Ubá contabilizou sete mortes e três desaparecidos.

Até as 10h de segunda-feira (23/2), Juiz de Fora acumulou 579,3 milímetros de chuva, estabelecendo o fevereiro mais chuvoso da história da cidade. O volume registrado ultrapassou em 270% a previsão para o mês, que era de 170,3 milímetros. O acumulado superou o recorde anterior de fevereiro de 1988, quando a cidade registrou 456 milímetros.

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Fenômeno climático cria condições para tempestades

O cavado é uma região alongada de baixa pressão, geralmente em médios níveis da atmosfera. O fenômeno favorece a subida do ar e a formação de nuvens e tempestades.

Trata-se de uma área onde o ar está em altitudes elevadas, criando um efeito de sucção que puxa a umidade do solo para o alto. Em Minas Gerais, esse sistema ajudou a criar uma fábrica de nuvens, mantendo o tempo instável e propenso a chuvas constantes, mesmo sem a chegada de uma frente fria.

As precipitações foram causadas pelo excesso de umidade e calor, cenário típico do verão. O cavado impulsionou tempestades que causaram graves inundações na região.

Previsão indica possibilidade de mais chuvas até sexta-feira

A tempestade foi considerada isolada. Nos próximos dias, a frente fria pode vir a se formar, junto com a possibilidade de uma Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), principalmente entre norte de Minas, Bahia e Espírito Santo. Toda frente fria tem um cavado, mas nem todo cavado é uma frente fria.

De acordo com a previsão, a pior parte já passou. Até o final da semana ainda há possibilidade de chuva em Minas Gerais e em quase todo o Sudeste.

Inmet emite alerta de “Grande Perigo” para 607 cidades

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu nesta terça-feira (24/02) um aviso de “Grande Perigo” para acumulado de chuva. O alerta atinge 607 cidades das regiões Sudeste, Sul e Nordeste do Brasil.

O aviso começou às 9h45 desta terça-feira. Permanece em vigor até as 23h59 da próxima sexta-feira (27/02).

As áreas afetadas incluem Zona da Mata (MG), Vale do Rio Doce (MG), Central do ES, Noroeste do ES, Oeste de MG, Sul/Sudoeste de MG, Sul do ES, Campo das Vertentes (MG), Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG), Sul Fluminense (RJ), Vale do Paraíba (SP e RJ), Noroeste Fluminense (RJ), Litoral Norte do ES, Baixadas (SP e RJ), Centro Fluminense (RJ), Vale do Mucuri (MG), Litoral Sul de SP, Região Metropolitana do RJ, Região Metropolitana de SP, Norte Fluminense (RJ), Sul da BA e Região Metropolitana de Curitiba (PR).

Leia mais: Número de mortes na Zona da Mata de MG sobe para 25 após forte chuva

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