Ao Vivo TMC
Ao Vivo TMC
InícioBrasilEx-aluna de Medicina paga R$ 720 mil por fraude...

Ex-aluna de Medicina paga R$ 720 mil por fraude em cotas raciais na UniRio

Acordo com MPF permite que estudante mantenha diploma. Universidade criou 15 vagas adicionais para cotistas negros como medida compensatória

O Ministério Público Federal (MPF) firmou acordo com uma ex-aluna do curso de Medicina que fraudou o sistema de cotas raciais na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio). O documento, assinado neste ano, estabelece o pagamento de R$ 720 mil como compensação pela irregularidade cometida em 2018. Este é o primeiro Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) celebrado para casos de fraude no sistema de cotas raciais na instituição.

Mariana Barbosa Lobo, que ingressou na universidade se autodeclarando negra pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), pagará o valor em 100 parcelas mensais de R$ 7,2 mil diretamente à UniRio. Com o acordo, a ex-estudante não perderá o diploma obtido na instituição.

A investigação conduzida pelo MPF identificou que Mariana utilizou indevidamente uma vaga destinada a candidatos negros no curso de Medicina. Além deste caso, outros 14 estão sendo analisados pelo órgão federal.

Como medida compensatória, a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro criou 15 vagas adicionais no curso de Medicina exclusivamente para cotistas negros. Estas vagas extras foram implementadas em fevereiro de 2023, segundo informações da instituição. Os recursos pagos pela ex-aluna serão destinados a bolsas para estudantes negros que ingressaram regularmente pelo sistema de cotas no curso de Medicina.

A procuradora-chefe da instituição, Juliana Cristina Duarte da Silveira, comentou sobre o acordo: “A celebração do TAC em questão representa um grande passo para a UniRio, em geral, e, de algum modo, para a sociedade, visto que se trata de uma solução consensual, na qual MPF e UniRio dialogaram e trabalharam em parceria, aprofundando debates fundamentais ao fortalecimento da política de cotas”.

Quando Mariana ingressou na universidade em 2018, a seleção para vagas destinadas a candidatos autodeclarados pretos, pardos e indígenas na UniRio era realizada apenas por autodeclaração, conforme estabelecido no edital daquele ano. A universidade implementou a banca de heteroidentificação para análise dos casos suspeitos somente em 2021, seguindo orientações do MPF e decisões do Supremo Tribunal Federal.

MAIS LIDAS

Notícias que importam para você

Seguranças no Banco Master

PF encontra mensagens de Vorcaro sobre pagamentos de R$ 35 mi a resort ligado a Toffoli

Conversas no celular do dono do Banco Master revelam reclamações sobre cobranças para realizar transferências ao Tayayá
Paolla Oliveira no Carnaval do Rio

Paolla Oliveira comemora “democracia da rua” no Cordão da Bola Preta, que levou 700 mil às ruas do Rio

Tradicional bloco realizou seu 107º desfile; "Ele consegue reunir a democracia e ele só se tornou tradicional por isso", celebrou a atriz
Calvin Harris

Nunes reorganiza festas na Consolação após tumulto em bloco de Calvin Harris

Prefeito de São Paulo anuncia proibição de paradas dos trios elétricos e remoção de tapumes na Praça Roosevelt para facilitar escoamento do público
Pescador é resgatado após naufrágio

Criança morre e sete pessoas desaparecem após naufrágio de lancha em Manaus

Embarcação transportava passageiros entre municípios amazonenses quando acidente ocorreu; 71 pessoas foram resgatadas e encaminhadas ao Porto da Ceasa